Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar

Infarto é a morte das células do músculo cardíaco provocada pela obstrução total ou parcial de artérias coronárias, o que reduz o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o miocárdio, causando sintomas como dor no peito que irradia para o braço, náuseas, suor frio ou palidez, por exemplo.
O infarto, ou infarto agudo do miocárdio (IAM) ou ataque cardíaco, geralmente ocorre devido ao acúmulo de placas de gordura no interior das artérias coronárias, devido a genética ou fatores de risco como tabagismo, obesidade e alimentação desequilibrada.
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O infarto é uma emergência médica que pode colocar a vida em risco. Por isso, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para fazer o tratamento indicado pelo cardiologista com remédios, cateterismo ou angioplastia para regular a passagem de sangue para o coração.
Confira, no vídeo a seguir, outras dúvidas sobre o infarto com o Dr. João Petriz:
7 sintomas de INFARTO que você precisa reconhecer
04:27 | 34.102 visualizações
Sintomas de infarto
Os principais sintomas de infarto são:
- Dor do lado esquerdo do peito em forma de aperto, que irradia como dormência ou dor para o braço esquerdo ou braço direito, pescoço, costas ou queixo;
- Palidez;
- Enjoo e vômitos;
- Suor frio;
- Tontura;
- Sensação de queimação em um dos braços ou mandíbula;
- Falta de ar;
- Mal-estar.
Os sintomas de infarto costumam iniciar de forma gradual e piorar aos poucos, durando mais de 20 minutos.
No entanto, em alguns casos, o infarto pode acontecer de forma súbita, com uma piora muito rápida, uma situação que é conhecida como infarto fulminante.
Como o tratamento tem que ser feito no hospital, assim que os primeiros sintomas surgem é importante chamar logo o SAMU, e se houver perda de consciência é importante que seja feita uma massagem cardíaca até que a ajuda médica chegue. Aprenda como fazer a massagem cardíaca corretamente.
Sintomas de infarto em mulher
Assim como nos homens, os sintomas de infarto em mulheres incluem dor e desconforto no peito do tipo pressão, aperto ou peso.
Além disso, a mulher também pode apresentar dor na região do estômago e/ou dor na mandíbula, pescoço, braço ou entre as escápulas. Entretanto, algumas mulheres podem não apresentar dor no peito e têm apenas sintomas como náuseas ou vômitos, palpitações ou falta de ar.
Sintomas de infarto em jovens
Os sintomas do infarto em jovens são similares aos de pessoas mais velhas e incluem dor intensa, pressão ou aperto no centro ou lado esquerdo do peito, dor que pode irradiar para braço esquerdo, falta de ar e palpitações, por exemplo.
Leia também: Infarto em jovens: sintomas, causas e como prevenir (é mais perigoso?)
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Teste online de sintomas
Para saber a possibilidade de ter um infarto, por favor, selecione os sintomas que apresenta:
{TESTE_SINTOMAS_INFARTO}
Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e, portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com um cardiologista ou clínico geral.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do infarto é feito pelo cardiologista ou clínico geral no hospital por meio da avaliação dos sintomas e resultado de exames como o eletrocardiograma, ou ECG.
O médico também avalia exames laboratoriais, como os níveis troponina, que pode ter valores diferentes entre homens e mulheres, e variar conforme o laboratório e o método usado.
Leia também: 12 principais exames do coração (e quando fazer)
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Causas do infarto
Geralmente, o infarto é causado pelo bloqueio total ou parcial de uma ou mais artérias coronárias, por placas de gordura, chamada aterosclerose, o que impede o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio para o músculo cardíaco, levando a morte de células do miocárdio.
Leia também: 9 principais causas de infarto (e o que fazer)
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Além disso, o infarto também pode ocorrer devido a espasmos nas artérias coronárias, infecções ou danos no músculo cardíaco, ou dissecção (rompimento) de artérias coronárias.
Fatores de risco para infarto
Os principais fatores que podem aumentar o risco de infarto, são:
- Histórico pessoal de infarto ou de pré-eclâmpsia;
- Histórico de infarto na família;
- Hábito de fumar;
- Pressão alta;
- Diabetes mellitus;
- Colesterol LDL alto ou HDL baixo;
- Triglicerídeos altos;
- Obesidade abdominal;
- Síndrome metabólica.
Além disso, algumas doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico ou artrite reumatoide, ou uso de drogas ilícitas também pode aumentar o risco de infarto.
Outros fatores de risco para o infarto são sedentarismo, depressão, estresse e uma dieta pobre em vegetais e frutas e/ou rica em gorduras.
Leia também: Dor no peito: 11 causas, o que fazer (e quando pode ser infarto)
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Calculadora de risco de infarto
Use a calculadora abaixo e saiba qual o seu risco de sofrer um infarto:
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A calculadora de risco de infarto é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com cardiologista.
Como é feito o tratamento
O tratamento do infarto é feito no hospital pelo cardiologista, para restabelecer o fluxo sanguíneo para o coração e evitar complicações, incluindo:
1. Remédios
Os remédios para infarto são indicados assim que a pessoa chega no hospital e podem incluir:
- Antiagregantes plaquetários, como ácido acetilsalicílico;
- Anticoagulantes, como heparina;
- Opioides, como morfina, para ajudar a aliviar a dor;
- Nitratos, como nitroglicerina, para aumentar a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de oxigênio para o coração;
- Estatinas, para reduzir o colesterol;
- Remédios para reduzir a pressão arterial e o trabalho do coração, como os betabloqueadores ou inibidores da enzima conversora de angiotensina.
Além disso, podem ser aplicados na veia remédios trombolíticos ou fibrinolíticos, como a tenecteplase ou alteplase, para dissolver o coágulo ou trombo que está obstruindo a artéria coronária.
2. Oxigenoterapia
A oxigenoterapia, se necessária, também é iniciada imediatamente assim que a pessoa chega no hospital, para aumentar a quantidade de oxigênio no sangue e reduzir o esforço do coração, sendo feito junto com o uso de remédios e monitorização intensiva da doença.
Esse tipo de tratamento pode ser feito com cateter nasal, máscara de oxigênio ou até mesmo ventilação mecânica, o que varia com a gravidade dos sintomas apresentados e saturação de oxigênio no corpo.
3. Tratamento não-medicamentoso
O tratamento não-medicamentoso para o infarto pode ser feita através do cateterismo cardíaco ou angioplastia coronariana, com colocação de stent, para desobstruir as artérias coronárias e restabelecer o fluxo sanguíneo para o miocárdio.
Além disso, em alguns casos, o médico pode indicar a realização de cirurgia de ponte de safena. Veja como é feita a ponte de safena.
Leia também: Como é feito o tratamento após o infarto
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Como evitar o infarto
Para evitar o infarto, é recomendado:
- Manter um peso adequado, evitando a obesidade;
- Praticar atividades físicas regularmente, pelo menos 3 vezes por semana;
- Não fumar;
- Controlar a pressão alta, com remédios orientados pelo cardiologista;
- Controlar o colesterol, com alimentação ou uso de remédios orientados pelo médico;
- Tratar corretamente o diabetes;
- Evitar o estresse e a ansiedade;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e o uso de drogas.
Além disso, é recomendado fazer um check-up regularmente, pelo menos 1 vez por ano, com o clínico geral ou cardiologista, para que os fatores de risco para o infarto sejam detectadas o mais breve possível, e feitas orientações que podem melhorar a saúde e diminuir o risco.
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Possíveis complicações
O infarto pode causar complicações como arritmias, insuficiência cardíaca, pericardite, problema nas válvulas cardíacas, choque cardiogênico ou parada cardíaca.
Leia também: 6 sintomas de parada cardíaca e o que fazer (com passo a passo)
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Por isso, é importante buscar ajuda médica ou ir ao pronto-socorro imediatamente assim que surgem os sintomas de infarto, para iniciar rapidamente o tratamento e evitar complicações que podem colocar a vida em risco.
Fonte: Tua Saúde
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