Querosene sobe novamente amanhã (1º), dobra em 2026 e pressiona aéreas

O setor aéreo brasileiro vê com preocupação a perspectiva de novos aumentos no preço do querosene de aviação (QAV) ao longo de 2026. Executivos do setor que conversaram com a CNN, apontam que a alta acumulada pode chegar a quase 90% no ano, com o combustível chegando a quase R$ 10 por litro.
A expectativa é que a Petrobras anuncie um novo reajuste no primeiro dia de maio aproximadamente 20%, data tradicional de atualização dos preços. Embora a elevação prevista seja menor do que a registrada em abril – quando chegou a 55% -, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o aumento ainda será expressivo, especialmente diante da sequência de reajustes sem perspectiva de interrupção, em meio ao cenário geopolítico global.
Em abril, com o objetivo de suavizar o impacto imediato, a estatal limitou o reajuste do QAV a 18% e permitiu o parcelamento da diferença em seis vezes. A medida, no entanto, gerou críticas após companhias aéreas e distribuidoras identificarem a cobrança de 108% do CDI.
Porém, há uma sinalização positiva em relação às medidas emergenciais adotadas para o setor. Entre elas, a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e a criação de uma linha de financiamento de R$ 2,5 bilhões via Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil).
Na última semana, o CMN (Conselho Monetário Nacional) também aprovou uma nova linha de crédito de R$ 8 bilhões para companhias aéreas brasileiras, com recursos do Fnac. Outras medidas seguem em discussão, como cortes no IOF e no imposto de renda sobre operações de leasing de aeronaves.
Em nota, a ABR – Aeroportos do Brasil manifestou apoio às ações do governo, afirmando que as iniciativas são uma resposta necessária “a um cenário global desafiador, que afeta diretamente a sustentabilidade do transporte aéreo e, por consequência, a conectividade do país”. A entidade destacou ainda que, com o combustível representando até 45% dos custos das companhias, as medidas ajudam a conter a pressão sobre tarifas e a manter rotas em operação.
Desde fevereiro, com o agravamento das tensões internacionais e o fechamento do Estreito de Ormuz, companhias aéreas brasileiras já suspenderam mais de 2 mil voos previstos para maio, segundo levantamento com base em dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). As rotas mais afetadas são as de menor rentabilidade, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O impacto também já chegou ao consumidor. Entre fevereiro e março, o preço médio das passagens aéreas em rotas nacionais subiu 17,8%, passando de R$ 617,78 para R$ 707,16, de acordo com a Anac.
Fonte: CNN Brasil
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