Países do Golfo continuam alvos do Irã enquanto EUA intensificam ataques

O Irã afirmou nesta sexta-feira (24) ter atacado instalações dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia depois que os EUA atingiram alvos militares em uma nova onda de ataques na quinta-feira (23).
Ao menos quatro pessoas morreram e uma instalação da Guarda Revolucionária Islâmica no norte do Irã foi parcialmente danificada, segundo a mídia estatal.
A mais recente ofensiva americana marca a 13ª noite consecutiva de ação militar dos EUA e ocorreu horas depois do presidente Donald Trump sinalizar que ainda não está pronto para negociar.
O Irã também contestou a informação de que teria rejeitado uma oferta de cessar-fogo e atribuiu aos EUA a responsabilidade pela escalada do conflito.
-

Irã contesta reportagem do NYT que afirma que o país rejeitou cessar-fogo
-

Ataques dos EUA contra o Irã deixam ao menos quatro mortos, diz mídia
-

Irã acusa EUA de “precedente incendiário” no uso ativos em indenizações
A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atacado a base de Al-Adiri, no Kuwait, e uma torre de observação da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, segundo a agência de notícias semi-oficial Tasnim.
Mais cedo nesta sexta-feira (24), Teerã direcionou drones contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al-Azraq, na Jordânia, segundo a emissora iraniana Press TV. A CNN não consegue verificar essas alegações de forma independente.
Teerã intensificou os ataques contra nações aliadas dos EUA na região depois que Washington lançou uma nova ofensiva contra o Irã em meados de julho.
Vários desses países sob ataque iraniano — incluindo Kuwait, Bahrein e Jordânia — abrigam bases militares dos EUA.
Pelo menos quatro militares dos EUA morreram na onda mais recente de ataques iranianos na última semana, segundo o Pentágono. Três deles morreram na Jordânia, e um morreu devido à detonação controlada de um drone iraniano no Iraque.
A mais recente ofensiva do Irã também levou à imposição de restrições de viagem e à emissão de alertas severos por parte de consulados estrangeiros.
Apenas na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido emitiu uma orientação desaconselhando “viagens que não sejam essenciais” para o Kuwait e o Bahrein.
Relembre como começou a guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.
Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.
Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã, na época, de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.
O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.
Conheça o drone kamikaze Shahed-136, usado pelo Irã na guerra
Fonte: CNN Brasil
Não importa o tamanho da sua empresa ou seu ramo de atuação. Qualquer atividade comercial precisa necessariamente do desenvolvimento de sites para estar presente na internet.
Em um mundo globalizado, ter um site na internet não é mais um luxo para poucos, e sim uma regra geral para empresas que querem sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo.
Novos Clientes
Já imaginou que você pode vender para todo o país, ou melhor, para todo o mundo através da internet? Pois bem, seu site fica disponível para ser acessado pelo mundo todo.









