mTOR: para que serve, tipos (e suplemento)

O mTOR, que em inglês significa Mechanistic Target of Rapamycin, é uma proteína fundamental para regular o crescimento das células, o metabolismo, a energia e a reciclagem das células.
O mTOR tem a sua atividade estimulada por fatores como prática de treino de resistência, ingestão de aminoácidos e sinais endócrinos, como a insulina e o IGF-1.
Além disso, algumas marcas comercializam suplementos alimentares com o nome “mTOR”. Entretanto, estes suplementos não contêm mTOR, mas sim compostos como BCAA e whey protein, por exemplo, que ativam a sinalização do mTOR.
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Para que serve o mTOR
O mTOR serve para:
1. Promove a hipertrofia muscular
O mTOR promove a hipertrofia muscular, que é o aumento do tamanho dos músculos.
Isso porque o mTOR estimula a formação de proteínas, em resposta a estímulos como treino de resistência, ingestão de aminoácidos e sinais endócrinos, como a insulina e o IGF-1.
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2. Controla a energia e o metabolismo
O mTOR controla a produção de energia e o metabolismo das células, por fornecer blocos de construção e energia para a formação de gorduras.
Essa proteína também ajuda as células a produzirem energia a partir da glicose. Isso faz com que as células mudem a forma de usar esse açúcar, ativando mecanismos que quebram a glicose, gerando energia e fornecendo materiais para as células crescerem e se multiplicarem.
O mTOR também ajuda a produzir moléculas chamadas nucleotídeos, que funcionam como blocos de construção do DNA e das estruturas que fabricam proteínas dentro das células.
3. Regula a reciclagem das células
O mTOR regula a reciclagem das células, pois inibe a autofagia, que é o processo que degrada e remove proteínas danificadas e pequenas partes velhas da célula, para liberar nutrientes.
Já quando a célula está sob estresse, como na falta de nutrientes, a ação do mTOR é reduzida, o que permite que a célula se recicle para obter energia e blocos de construção, garantindo a sobrevivência.
4. Pode aumentar a longevidade
A inibição da sinalização da mTOR está associada ao aumento da longevidade e à proteção contra doenças relacionadas à idade.
A ativação do mTOR, especialmente o mTORC1, está ligada ao crescimento celular e processos que consomem muita energia e nutrientes.
Assim, diminuir a sinalização do mTOR, como acontece com a restrição calórica, reduz a pressão de crescimento e o excesso de anabolismo, aumentando processos de reparo celular, como autofagia. Esse equilíbrio entre crescimento e reparo está associado a um envelhecimento mais lento em estudos com animais.
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Tipos do mTOR
As funções do mTOR são reguladas por dois tipos de complexos proteicos:
1. mTOCRC1
O mTORC1 ativa a formação de proteínas, lipídios, colesterol e nucleotídeos, além de aumentar a captação de nutrientes na parte exterior das células.
Quando os nutrientes são abundantes mTORC1 promove a produção de proteína, o crescimento celular, a hipertrofia muscular e a regulação do metabolismo da glicose, ao mesmo tempo que inibe a reciclagem das células.
Já o jejum inibe o mTORC1, favorecendo a reciclagem das células.
2. mTORC2
O mTORC2 garante que as células sobrevivam, cresçam e se movam adequadamente, além de responder a sinais de crescimento como insulina e IGF‑1, e participar do controle da glicose.
Dietas de restrição calórica e de imitação de jejum tendem a reduzir esses hormônios e, em alguns tecidos, podem modular a atividade do mTORC2. No entanto, a relação entre restrição calórica e mTORC2 ainda está sendo estudada.
mTOR engorda?
O mTOR, de forma isolada e equilibrada não engorda. No entanto, a ativação de forma crônica e desregulada do mTOR, por meio da ingestão excessiva de aminoácidos e glicose, pode provocar o acúmulo de gordura.
Isso porque o estímulo excessivo do mTOR em tecidos como fígado, músculo esquelético e tecido adiposo, pode causar uma desregulação metabólica, provocando a resistência à insulina e a diabetes tipo 2, e a obesidade.
Suplemento de mTOR
O mTOR, como suplemento, se refere a produtos que contêm aminoácidos que podem ativar a sinalização do mTOR.
Alguns suplementos que podem ser encontrados com essa finalidade são:
- Hidroximetilbutirato de Cálcio (CaHMB): é obtido pelo metabolismo do aminoácido leucina, que inibe a quebra de proteínas e estimula a formação proteica muscular, preservando a massa magra e a força;
- BCAA: é formado pelos aminoácidos leucina, isoleucina e valina e que pode ajudar a promover o ganho de massa muscular e regular o sistema imunológico, por exemplo;
- Suplementos de proteína animal, como beef protein e whey protein, porque fornecem aminoácidos essenciais, especialmente, a leucina.
Outros suplementos que também parecem ativar a mTOR incluem a L-arginina, o ácido fosfatídico, o ácido ursólico e a creatina.
No entanto, é importante ressaltar que, embora algumas marcas comercializam produtos com o nome “mTOR”, essa proteína não existe de forma isolada seja em suplementos ou medicamentos.
Possíveis efeitos colaterais
Os possíveis efeitos colaterais dos suplementos que estimulam a mTOR variam conforme o tipo usado.
O beef protein, o BCAA e o whey protein, por exemplo, podem causar inchaço, cólicas, excesso de gases, náuseas, prisão de ventre, diarreia, perda do apetite e dor de cabeça.
Quem não pode usar
As contraindicações dos suplementos que contêm aminoácidos que ativam a sinalização do mTOR, variam de acordo com o tipo deste produto.
Pessoas com alergia à proteína do leite não devem usar o whey protein. Assim como as pessoas que têm alergia à proteína da carne bovina não devem consumir o beef protein.
Pessoas com a doença da urina do xarope de bordo não devem consumir o BCAA.
Além disso, pessoas com problemas de saúde, que estejam usando medicamentos, mulheres grávidas ou em amamentação e crianças, só devem usar esses suplementos com a indicação e orientação de um médico ou nutricionista.
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Fonte: Tua Saúde
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