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Megaoperação contra Comando Vermelho já deixou 20 mortos no Rio

Até o momento, 20 pessoas foram mortas durante a operação Contenção, deflagrada nesta 3ª feira (28.out) nos morros do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Dentre elas, são 18 suspeitos e 2 policiais. A ação mira a facção CV (Comando Vermelho). 

Além disso, 56 pessoas foram presas e 31 fuzis, uma pistola, 9 motos e, ao menos, 200 kg de drogas foram apreendidos. A operação mobilizou 2.500 policiais civis e militares do Estado. Segundo o governo do Rio, ao longo do dia ainda serão cumpridos mandados de busca e apreensão nos complexos. 

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Segundo o governador Cláudio Castro (PL-RJ), a população “quase não sentiu” os efeitos da operação, já que os confrontos ocorreram em áreas de mata. Castro disse que a estratégia é essencial no planejamento das operações e é uma forma de cumprir a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. 

“Os confrontos estão acontecendo, e não vou dizer 100% porque pode ter acontecido um ou outro, mas majoritariamente em área de mata. Foi pensado para encurralá-los lá para que a população sentisse o mínimo possível”, declarou. 

Apesar disso, de acordo com a ONG Voz das Comunidades, 3 moradores das regiões foram baleados. Um homem em situação de rua foi atingido nas costas e levado para o hospital Getúlio Vargas, na Penha. Uma mulher que estava na academia foi ferida e socorrida pelo marido. A 3ª pessoa baleada era um homem que estava em um ferro-velho.

Já a Secretaria Municipal de Educação informou à Voz das Comunidades que, por causa da operação, 28 escolas no Alemão e 17 na Penha não funcionaram nesta 3ª feira (28.out). 

A Secretaria de Saúde informou que 6 unidades de atenção primária que atendem a região da Penha e do Complexo do Alemão suspenderam o início do funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Outras 4 mantêm o atendimento, com exceção de atividades externas, como visitas domiciliares. 

Em relação às forças de segurança, a Polícia Civil confirmou a morte de 2 policiais. Um deles é o chefe da 53ª DP (delegacia de polícia), Marcus Vinicius. Ele foi baleado durante a ação. Castro afirmou que outros policiais foram feridos mas, “por causa da força da operação”, não divulgou números. 

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