Com banheiros entupidos e após incêndio, EUA vão retirar maior porta-aviões do mundo do Oriente Médio , diz jornal


Porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, em foto de janeiro de 2026.
Divulgação/Marinha dos EUA
As Forças Armadas dos EUA vão retirar o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, do Oriente Médio. Envolvido na guerra contra o Irã, o navio estaria danificado e deverá passar por reparos.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pelo jornal “The Washington Post”. A embarcação está no mar há 10 meses e conta com 4,5 mil marinheiros.
Segundo a reportagem, a retirada do porta-aviões representa uma perda significativa de poder de fogo, enquanto as negociações de paz entre EUA e Irã estão estagnadas.
Não está claro quando a embarcação vai iniciar o retorno e chegar aos EUA, segundo o jornal.
Incêndio a bordo
O Gerald Ford é um dos três porta-aviões americanos que estão no Oriente Médio no momento, junto com o George H.W. Bush e o Abraham Lincoln. Em março, foi noticiado que um incêndio danificou seriamente as instalações a bordo.
Em novembro de 2025, o Gerald Ford já havia sido enviado para o Caribe para pressionar a Venezuela, então comandada por Nicolás Maduro. Relembre no vídeo:
Veja detalhes do USS Gerald R. Ford, maior navio de guerra do mundo
O USS Gerald R. Ford é o maior, mais letal e adaptável porta-aviões do mundo, além de ser o mais moderno e tecnologicamente avançado dos EUA, segundo a Marinha americana.
Incluído ao arsenal americano em 2017, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves entre caças e helicópteros.
Ele dispõe de uma pista para pousos e decolagens com área equivalente ao triplo do gramado do Maracanã.
O grupo de ataque do porta-aviões inclui esquadrões de caças F-18, helicópteros militares, além de três destróieres — o USS Mahan, USS Bainbridge e USS Winston Churchill.
Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, que governou os EUA entre 1974 e 1977, o porta-aviões é considerado o principal ativo da Marinha para projeção de poder, dissuasão e controle do mar.
No entanto, o incêndio e uma série de falhas técnicas, incluindo problemas nos banheiros, obrigou o Estado-Maior a recolher o navio.
A Marinha americana alega que o incêndio não teve relação com os combates. Ele teria começado na lavanderia e ferido dois marinheiros.
Banheiros entupidos
O navio também enfrenta problemas nas instalações sanitárias. A imprensa americana relata ralos entupidos e longas filas nos banheiros.
O problema não é novo. De acordo com um relatório governamental de 2020, os ralos entopem “inesperadamente e com frequência” e exigem limpeza regular, com custo de US$ 400 mil por procedimento.
A Marinha dos EUA reconheceu essas dificuldades, mas afirmou que “os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo”.
O senador Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, criticou o longo período de serviço do navio na terça-feira.
“O USS Ford e sua tripulação foram levados ao limite após quase um ano no mar e estão pagando o preço pelas decisões militares imprudentes do presidente Donald Trump”, disse ele em um comunicado.






