Andy Burnham assegura apoio para se tornar novo premiê do Reino Unido e deve tomar posse na semana que vem


Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester e provável próximo primeiro-ministro do Reino Unido. Foto de 2 de julho de 2026.
REUTERS/Isabel Infantes/File Photo
Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, está cada vez mais próximo de ser o novo primeiro-ministro do Reino Unido, após obter o apoio necessário dos deputados trabalhistas, segundo uma contagem do partido. Ele substituirá Keir Starmer, que renunciou em junho.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Burnham recebeu na segunda-feira o apoio de 27 deputados do Partido Trabalhista, que se somam aos 322 apoios obtidos no primeiro dia de votação, na última quinta-feira. O partido goza da maioria no Parlamento britânico e é o mesmo de Starmer.
Agora com o apoio a Burnham de 349 dos 403 deputados que integram a bancada trabalhista no Parlamento, nenhum outro candidato pode mais alcançar a marca de 81 apoios necessários para concorrer à liderança do partido. A data limite para participar da votação é a quarta-feira (15).
Andy Burnham ainda precisa obter o aval de três organizações afiliadas, incluindo pelo menos dois sindicatos, porém esse trâmite é considerado apenas uma formalidade no país.
Burnham deverá tomar posse oficialmente como líder do Partido Trabalhista em 17 de julho, durante uma sessão extraordinária no Parlamento, antes de se mudar para Downing Street —sede do governo britânico—, provavelmente em 20 de julho, após se reunir com o rei Charles III.
O ex-prefeito da Grande Manchester, de 56 anos, venceu em 19 de junho uma eleição legislativa suplementar que lhe permitiu ocupar uma cadeira no Parlamento, condição necessária para iniciar a disputa pela liderança trabalhista.
Burnham já havia tentado em duas ocasiões comandar o trabalhismo, em 2010 e 2015.
Desde seu retorno ao Parlamento, Burnham começou a estabelecer suas prioridades para o governo, com a promessa de um amplo processo de descentralização que pretende estimular o crescimento econômico.
“Vamos fazer o maior reequilíbrio de poderes que o nosso país já conheceu”, afirmou Burnham.
A popularidade do primeiro-ministro Keir Starmer, no poder desde julho de 2024, despencou após vários escândalos e uma economia estagnada, o que levou diversas vozes dentro do trabalhismo a pedir sua renúncia.





