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Xi Jinping, da China, parabeniza Lula por reeleição e fala em ‘relação mais proeminente’ com Brasil


O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025
Ricardo Stuckert/Presidência da República
O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição e falou em “relação mais proeminente” com o Brasil.
➡️ A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. Xi Jinping ainda não tinha se pronunciado após o resultado da eleição no Brasil.
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Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi enviou uma mensagem à Lula desejando parabéns e destacou que o brasileiro “tem dado importantes contribuições para o desenvolvimento das relações China-Brasil”.
“Nos últimos anos, o presidente Lula e eu mantivemos estreita comunicação por diversos meios, liderando conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, rumo a novos progressos”, disse o presidente chinês. “A natureza global, estratégica e de longo prazo da relação bilateral tornou-se mais proeminente, servindo como modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global”.
Xi Jinping, ainda de acordo com a Xinhua, se disse “disposto a trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares, abrindo perspectivas mais amplas para a cooperação estratégica abrangente entre os dois países e aprimorando continuamente o bem-estar dos dois povos”.
O vice-presidente da China, Han Zheng, também enviou uma mensagem ao vice-presidente Geraldo Alckimin pela reeleição, disse a Xinhua.
Trump questiona pleito, mas diz gostar de Lula
Sem apresentar provas, Trump fala de ‘eleição fraudulenta’ no Brasil e que gosta de Lula
Na segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se pronunciou sobre a reeleição de Lula. Questionado sobre os resultados, Trump afirmou que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar qualquer indício de irregularidade.
No entanto, afirmou gostar de Lula.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, afirmou Trump, sem apresentar nenhuma prova. “Para mim, pareceu muito ruim.”
👉 O resultado do 2º turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ainda na noite de domingo (25).
Lula derrotou Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Trump, no segundo turno da eleição presidencial. O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador, uma vantagem de 4,4 milhões de votos.
Questionado por jornalistas se faria algo a respeito do resultado, Trump afirmou que “não governa o Brasil” e que gosta do presidente Lula.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha.”
O ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, criticou as falas do americano acerca do processo eleitoral do Brasil.
“Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta”, afirmou Amorim ao g1.
➡️Outros líderes de direita do continente, como o presidente colombiano Abelardo de la Espriella e a peruana Keiko Fujimori – ambos aliados de Trump – reconheceram o resultado das eleições e parabenizaram o petista.
Somente o líder argentino, Javier Milei, não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.
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Flávio afirmou que não reconheceria resultado
No 1º discurso após o 2º turno, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconheceria o resultado da votação e que recorreria à Justiça para pedir a anulação do pleito.
O bolsonarista contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas.
Zanin estendeu o horário de funcionamento das seções depois que ambas campanhas relataram dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país.
A campanha de Lula argumentou que falhas no transporte público dificultaram o deslocamento de eleitores em diversos estados. O pedido encaminhado à Justiça Eleitoral citava problemas registrados em pelo menos nove estados.
A equipe de Flávio também solicitou a ampliação do horário de votação, mas com foco em cidades afetadas por fortes chuvas. Os advogados do candidato alegaram que alagamentos, alterações em locais de votação e dificuldades de acesso às seções eleitorais comprometeram o exercício do voto em algumas regiões.
Na decisão, Zanin afirmou que a medida era necessária diante da gravidade das situações relatadas e da urgência do tema. Posteriormente, o ministro esclareceu que a extensão valeria apenas para locais onde as urnas ainda estavam abertas no momento da determinação judicial, descartando a reabertura de seções que já haviam encerrado a votação.
Apesar do tempo estendido para algumas seções, o Tribunal Superior Eleitoral afirma que apenas 35 mil pessoas votaram após 17h. Lula registrou uma vantagem de 4,4 milhões sobre Flávio.
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