Sony compra direitos de ‘Buddy’, terror polêmico que transformou um unicórnio em pesadelo

Um unicórnio laranja sorridente, músicas infantis e uma estética que parece saída diretamente de um programa de televisão dos anos 1990. À primeira vista, Buddy poderia facilmente ser confundido com uma produção voltada para crianças. O problema é que, por trás das cores vibrantes e do mascote aparentemente adorável, existe um filme de terror violento que chegou a provocar pânico em algumas famílias nos cinemas dos Estados Unidos.
Agora, o longa ganhou um novo capítulo: a **Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos internacionais de **Buddy em um acordo de sete dígitos. A negociação coloca o estúdio responsável pela distribuição internacional do filme e pode abrir caminho para seu lançamento em outros mercados.
Dirigido e coescrito por Casper Kelly, conhecido por Too Many Cooks, o filme mistura terror e comédia sombria com uma estética propositalmente nostálgica. A história acompanha os bastidores de um fictício programa infantil dos anos 1990 chamado It’s Buddy!, comandado por Buddy, um enorme unicórnio laranja dublado por Keegan-Michael Key.
No começo, tudo parece inofensivo. Crianças cantam, brincam e participam de um universo colorido ao lado do mascote. A inspiração visual lembra programas infantis que fizeram sucesso nos anos 1990, justamente para criar uma sensação de familiaridade.
Só que a fantasia começa a desmoronar quando uma das crianças decide que não quer mais participar das atividades do programa.
A partir daí, o simpático Buddy revela seu lado sombrio. As crianças acabam presas naquele universo e precisam encontrar uma maneira de escapar enquanto descobrem que o personagem aparentemente amigável esconde uma natureza extremamente violenta.
A polêmica surgiu justamente porque a estética de Buddy brinca com a aparência de um programa infantil.
Durante a exibição nos cinemas americanos, alguns pais teriam levado crianças pequenas para assistir ao filme acreditando que se tratava de uma produção familiar. A surpresa veio quando perceberam que estavam diante de um terror com classificação R nos Estados Unidos, voltado para o público adulto.
Relatos sobre famílias deixando as salas, crianças chorando e espectadores surpresos começaram a circular, transformando a situação em um dos assuntos mais comentados em torno do longa.
A confusão, porém, faz parte da própria proposta de Buddy. O filme usa deliberadamente a estética de programas infantis para criar um contraste com o horror. O enorme unicórnio laranja e o cenário colorido funcionam justamente como uma espécie de armadilha visual.
A produção brinca com uma ideia simples: e se aquele personagem infantil que parece completamente inofensivo escondesse algo muito mais perturbador?
Buddy começa como um mascote carismático, mas sua verdadeira personalidade transforma o universo aparentemente alegre em um cenário de perseguição e violência. A história acompanha crianças tentando sobreviver enquanto descobrem as regras daquele mundo.
O elenco ainda conta com nomes conhecidos como Cristin Milioti, Topher Grace, Delaney Quinn, Michael Shannon, Patton Oswalt e Keegan-Michael Key.
Apesar da controvérsia, Buddy não ficou conhecido apenas pela reação das famílias. O filme também chamou atenção em festivais e teve uma passagem positiva pela crítica.
A produção estreou no Festival de Sundance de 2026 e posteriormente chegou aos cinemas norte-americanos. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 5 milhões, o longa já teria arrecadado aproximadamente US$ 26,5 milhões nos Estados Unidos, ultrapassando em várias vezes o valor investido na produção.
O resultado chamou a atenção de diferentes distribuidores e acabou levando a Sony a adquirir os direitos internacionais em uma negociação de sete dígitos.
Ainda não há uma data confirmada para o lançamento de Buddy no Brasil.
Fonte: Entretenimento | Jovem Pan
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