Peste pneumônica: Rússia condena fake news sobre morte de funcionário de laboratório


Vista do Centro de Assistência Médica e Resgate, na região de Irkutsk, na Rússia, em 5 de outubro de 2026.
Reuters
A Rússia condenou, nesta quarta-feira (7), a cobertura da mídia sobre morte de um funcionário de laboratório em um instituto de pesquisa da peste na Sibéria e afirmou que deu todas as informações sobre o incidente à Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Em declaração a jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que grande parte das reportagens sobre o incidente são falsas e que as pessoas devem confiar nas informações divulgadas pela agência estatal de vigilância sanitária Rospotrebnadzor.
Ele comentava uma reportagem da ABC News de que os Estados Unidos haviam apresentado uma queixa diplomática formal sobre a forma como a Rússia lidou com a morte relatada, instando Moscou a fornecer maior transparência sobre o incidente.
O funcionário do laboratório adoeceu e morreu em circunstâncias não divulgadas, na semana passada, o que levou as autoridades a colocar dezenas de pessoas em quarentena e a enviar o chefe da agência de vigilância sanitária da Rússia para a região de Irkutsk.
Nesta terça-feira (6), o órgão de fiscalização russo afirmou que nenhum caso de peste foi detectado entre as pessoas que tiveram contato com o falecido, e os moradores locais disseram que suas vidas quase não foram afetadas.
EUA pedem que cidadãos deixem a Rússia ‘imediatamente’
Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira (6) que cidadãos americanos que estejam na Rússia deixem o país “imediatamente”. O alerta foi emitido pela embaixada americana em território russo após relatos de um caso suspeito de peste pneumônica no país.
O caso ganhou repercussão internacional após a morte de uma funcionária de um centro de pesquisa sobre a peste na Sibéria. Segundo as autoridades russas, exames realizados na mulher não detectaram sinais da doença, e a situação está “sob controle”.
No alerta, a representação americana afirmou que acompanha de perto a situação e que há medidas de quarentena na região onde ocorreu a morte. O comunicado, no entanto, não confirma que a morte tenha sido causada pela peste pneumônica e trata o episódio como um caso suspeito.
A Embaixada também afirmou que o governo americano tem capacidade limitada para prestar assistência a cidadãos dos EUA na Rússia, principalmente fora de Moscou. Entre as orientações ao público estão:
seguir as orientações das autoridades locais de saúde;
evitar instalações afetadas pela suspeita de peste pneumônica;
procurar atendimento médico rapidamente caso apresentem febre ou sintomas respiratórios;
monitorar a própria saúde por 14 dias após viajar para uma região afetada;
acompanhar as notícias locais e estar preparados para mudar os planos de viagem;
ter um plano para deixar a Rússia em caso de emergência que não dependa da ajuda do governo americano.
Segundo o comunicado, funcionários do governo americano podem enfrentar restrições adicionais para viagens pessoais e oficiais a determinadas regiões russas por causa de preocupações relacionadas à saúde e à segurança.
O Departamento de Estado dos EUA também manteve a Rússia no nível máximo de alerta para viagens, classificado como “Nível 4: Não viaje”. O aviso cita, além das preocupações de saúde, o risco de detenção indevida de cidadãos americanos na Rússia.
A Embaixada afirmou que continuará acompanhando a situação na região de Irkutsk.
Trump acompanha caso
Donald Trump fala com jornalistas na Casa Branca antes de embarcar par Nebraska
Eric Lee/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que pretende conversar em breve com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, após os relatos sobre a morte da pesquisadora na Sibéria.
“Tenho uma ligação marcada, sim”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca ao ser questionado se já havia falado com Putin sobre o caso. Segundo ele, a conversa deve acontecer “muito em breve”.
Na segunda-feira, Trump já havia afirmado que o governo americano analisa “muito seriamente” os relatos sobre o caso na Rússia. “Vamos ajudá-los tanto quanto pudermos”, acrescentou.
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