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Israel comunica aos EUA que vai manter tropas em ‘zonas de segurança’ no Líbano, Síria e Gaza


Israel e Líbano fazem nova rodada de negociação em Roma com mediação americana
O ministro da Defesa israelense informou aos Estados Unidos que Israel está determinado a manter suas forças em “zonas de segurança” que estabeleceu no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza, segundo comunicado nesta quinta-feira (16).
De acordo com a declaração, divulgada à imprensa pelo gabinete de Israel Katz, ele conversou com o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, durante a noite e “ressaltou a determinação de Israel de permanecer nas zonas de segurança da Síria, Gaza e Líbano, com o objetivo de proteger as fronteiras de Israel e as comunidades próximas à fronteira contra as ameaças representadas pelas forças jihadistas”.
Pouco antes, os Estados Unidos haviam anunciado que as negociações entre Israel e Líbano, realizadas na terça e na quarta-feira em Roma foram “positivas” e que, “nos próximos dias”, começaria a implementação das “zonas-piloto”, das quais as tropas israelenses devem se retirar.
“Nunca pedimos aos Estados Unidos que operem em nosso lugar ao longo de nossas fronteiras”, acrescenta o comunicado de Katz.
Israel divulga mapa com ‘zona de segurança’ no sul do Líbano, com 10 km de distância para a fronteira do país
Forças de Defesa de Israel / Divulgação
No Líbano e em Gaza, as forças israelenses estão presentes nos territórios e efetuam operações diárias contra o Hezbollah e o Hamas.
No caso do Líbano, as forças israelenses permanecem mobilizadas no que o Exército descreve como uma “zona de segurança” que se estende por quase 10 quilômetros dentro do território libanês, e continuam efetuando ataques limitados no sul.
Em Gaza, o Exército israelense controla 60% do território. Está presente em todo o perímetro externo do território palestino, ao longo das fronteiras com Israel e com o Egito.
Segundo o site americano Axios, o presidente americano, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que retirasse as forças de Israel da Síria e do Líbano.
Netanyahu, que tinha uma viagem prevista para Washington na semana que vem, não viajará mais. Seu gabinete informou que o motivo foi o adiamento do funeral do senador americano Lindsey Graham para o final do mês.

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