Interesses pessoais de Trump influenciam suas decisões como presidente para 69% dos americanos, diz pesquisa
Nos EUA, Trump lucra US$ 2 bi em 2025, impulsionado por negócios com criptomoedas
Uma nova pesquisa da Reuters/Ipsos, divulgada nesta quarta-feira (19), mostra que 69% dos americanos acreditam que os interesses comerciais de Trump influenciam suas decisões presidenciais.
De acordo com os dados do levantamento, que durou quatro dias e foi concluído na segunda-feira (17), mesmo entre os republicanos, a percepção é essa para metade: 48% disseram acreditar que essa afirmação é verdadeira; assim como nove em cada dez democratas e um terço dos eleitores independentes.
Trump nasceu em uma família do ramo imobiliário de Nova York e construiu uma marca globalmente reconhecida antes de se candidatar à Presidência. Só no ano passado, ele faturou mais de US$ 1,4 bilhão com os empreendimentos de criptomoedas de sua família, incluindo a World Liberty Financial e a criptomoeda Trump, ativos digitais que ele defende publicamente.
Cerca de 63% dos entrevistados pela pesquisa disseram achar inapropriado Trump e sua família terem lucrado dessa forma; 32% disseram não ver problema e o restante não respondeu à pergunta.
Entre os republicanos, apoiadores do partido do presidente, somente três em cada dez entrevistados consideraram os acordos inapropriados.
Trump nega acusações de corrupção em sua administração e afirma que não tem qualquer envolvimento no dia a dia dos negócios da família desde que retornou ao cargo de presidente.
No entanto, ele adotou políticas favoráveis às criptomoedas em seu segundo mandato, após ter cortejado o uso de criptomoedas durante a campanha eleitoral, por exemplo. Em março de 2025, dois meses após o início de seu segundo mandato, o presidente chamou a atenção nas redes sociais para sua criptomoeda, descrevendo-a como: “A melhor de todas!”.
Procurada para comentar o resultado da pesquisa, a Casa Branca rejeitou todas as alegações de irregularidades, afirmando que os investimentos de Trump são administrados por instituições financeiras independentes.
“Não há conflitos de interesse. O presidente age apenas no melhor interesse do público americano”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em um comunicado.






