Influenza B: o que é, sintomas e tratamento

A influenza B é uma infecção respiratória provocada pelo vírus influenza B e que causa sintomas como febre moderada a alta, dor de cabeça, dores musculares, tosse seca e dor de garganta, por exemplo.
Este tipo de influenza é facilmente transmitido de pessoa para pessoa e circula todos os anos, principalmente no outono e inverno. Embora afete mais as crianças e os adolescentes, essa gripe também pode surgir em adultos e idosos.
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Geralmente, a influenza B é leve a moderada e melhora com repouso, hidratação e cuidados simples. No entanto, é importante consultar o clínico geral, pediatra ou infectologista, se os sintomas forem graves, durarem mais de uma semana ou piorarem com o tempo.

Sintomas de influenza B
Os sintomas de influenza do tipo B são:
- Febre moderada a alta;
- Calafrios;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares e articulares;
- Fadiga intensa e mal-estar;
- Dor de garganta;
- Tosse seca;
- Nariz entupido ou coriza.
Esses sintomas geralmente aparecem repentinamente e podem ser mais intensos durante os primeiros dias de infecção.
Em crianças, sintomas como náuseas, vômitos e dor abdominal também podem ocorrer.
Quanto tempo dura a influenza B?
Na maioria das pessoas, a influenza B dura entre 3 e 7 dias. A febre e o mal-estar geral costumam melhorar após os primeiros 3 ou 4 dias, enquanto a tosse e a fadiga podem durar mais uma ou duas semanas.
Em idosos, crianças pequenas ou pessoas com doenças crônicas, a recuperação pode ser mais lenta. Nesses casos, alguns sintomas, especialmente a fadiga, podem persistir por mais tempo.
Qual é pior, a influenza A ou B?
Determinar o pior tipo de influenza, depende do critério avaliado, como subtipo do vírus, idade da pessoa, hospitalizações e gravidade dos sintomas.
Pessoas com influenza A podem apresentaram febre mais alta, maior nível de inflamação e dificuldade para respirar com maior frequência. O tempo de internação hospitalar também pode ser maior para pessoas com influenza A em comparação com a influenza B.
A influenza A (H3N2) é frequentemente associada a temporadas com maior volume de hospitalizações. No entanto, os estudos mostram que a influenza B e a influenza A (H1N1) podem levar a resultados graves, como UTI, ventilação mecânica e óbito, do que a A (H3N2) em pessoas hospitalizadas.
A influenza do tipo B foi associada a maiores chances de óbito em crianças de 6 meses a 17 anos e idosos, em comparação com a influenza A (H3N2). Já a influenza A (H1N1) apresentou maiores chances de admissão em UTI e uso de ventilação mecânica em todas as idades.
Diferença entre influenza A e B
A influenza A possui duas variantes, o H1N1 e o H3N2, está mais comumente associada a surtos generalizados e pandemias, afeta pessoas de todas as idades e possui alta diversidade genética.
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Já a influenza B possui duas linhagens, a B/Yamagata e a B/Victoria, mas não possui capacidade de provocar pandemias. A influenza do tipo B é mais frequente em crianças e apresenta menor diversidade genética. Essa gripe também pode levar a hospitalizações, especialmente em indivíduos vulneráveis.
Diferença entre influenza B e VSR
O VSR, ou vírus sincicial respiratório, é um vírus que causa infecção respiratória provocando sintomas similares aos da influenza.
Entretanto essa infecção possui uma tendência maior de causar infecções graves em bebês com menos de 6 meses, crianças e idosos, podendo causar bronquiolite, pneumonia ou insuficiência respiratória.
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Já a influenza B é uma infecção respiratória provocada pelo vírus influenza B e que causa sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular, tosse ou espirro e dor de garganta, por exemplo.
A influenza B também pode causar pneumonia, mas não é comum estar relacionada com a bronquiolite.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da influenza B pode ser feito pelo clínico geral, pediatra ou infectologista, por meio da avaliação dos sintomas e histórico de saúde da pessoa.
Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar testes e exames, como coleta de secreções respiratórias do interior do nariz ou na parte posterior da garganta da pessoa e testes virológicos em amostras do trato respiratório inferior.
Os exames laboratoriais que podem ser solicitados pelo médico incluem o teste molecular RT-PCR, teste rápido de antígeno, ensaios de imunofluorescência, cultura viral e testes sorológicos.
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Como acontece a transmissão
A transmissão da influenza B acontece principalmente por meio de gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Também pode ser transmitida pelo contato com superfícies contaminadas pelo vírus e, em seguida, pelo contato com a boca, o nariz ou os olhos.
Uma pessoa infectada pode ser contagiosa desde um dia antes do início dos sintomas até 5 a 7 dias depois. Em crianças e pessoas com sistema imunológico enfraquecido, o período de contágio pode ser mais longo.
Influenza B precisa de isolamento?
Sim, a influenza B precisa de isolamento, ou distanciamento social, pois a pessoa pode infectar outras pessoas desde 1 dia antes do aparecimento dos sintomas até 5 a 7 dias após.
Assim, é recomendado ficar em casa e evitar contato próximo com outras pessoas, exceto para buscar atendimento médico.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, recomenda que a pessoa fique em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre (sem o uso de medicamentos para baixar a febre).
Tratamento da influenza B
Os principais tratamentos indicados pelo médico incluem:
- Repouso e hidratação: ajudam a reduzir o cansaço e a prevenir a desidratação;
- Medicamentos para febre e dor: como o paracetamol, usado para controlar a febre, a dor de cabeça e o mal-estar geral;
- Medicamentos antivirais específicos: especialmente para pessoas com maior risco de complicações.
O tratamento para influenza B tem o objetivo de aliviar os sintomas e apoiar a recuperação do organismo.
Esses tratamentos não eliminam o vírus imediatamente, mas podem diminuir a duração dos sintomas e o risco de complicações quando usados precocemente e sob supervisão médica.
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Influenza B é grave?
A influenza B geralmente não é grave para pessoas saudáveis, pois costuma se resolver sem complicações. No entanto, pode ser grave em bebês, idosos, grávidas e pessoas com doenças crônicas ou sistema imunológico enfraquecido.
Nesses grupos, a influenza B pode causar complicações como pneumonia, desidratação ou agravamento de condições preexistentes. Por isso, o acompanhamento médico é essencial quando os sintomas são graves ou persistentes.
Existe vacina contra a influenza B?
Sim, existe uma vacina contra a influenza B, estando incluída na vacina anual contra a gripe. Essa vacina protege contra os principais vírus da gripe que circulam a cada temporada, incluindo as linhagens do vírus da gripe B.
A maioria das vacinas contra a gripe atuais são quadrivalentes, ou seja, oferecem proteção contra os dois tipos da influenza A e os dois tipos da influenza B.
Embora a vacina nem sempre impeça a infecção, ela ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, especialmente em crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas.
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Fonte: Tua Saúde
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