Saúde

Dor no tendão de Aquiles: o que causa (e como tratar)

A causa de dor no tendão de Aquiles mais comum é a tendinopatia de Aquiles, geralmente relacionada ao uso excessivo do tendão, aumento da carga de exercícios ou alterações nos movimentos do pé e tornozelo.

Outras condições também podem causar dor na região, como ruptura do tendão de Aquiles, bursite, paratendinite, tendinose, traumas e doenças inflamatórias, como gota e artrite reumatoide.

Na presença de dor no tendão de Aquiles, é importante consultar o ortopedista para que seja iniciado o tratamento mais adequado, que pode envolver repouso, uso de remédios anti-inflamatórios, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia.


Imagem ilustrativa número 1

O que causa

As principais causas da dor no tendão de Aquiles são:

1. Tendinopatia de Aquiles

A tendinopatia de Aquiles é a causa mais comum de dor no tendão e está relacionada à sobrecarga, como aumento repentino da intensidade ou frequência dos exercícios, treinos repetitivos ou falta de recuperação adequada.

A idade, o excesso de peso e algumas doenças também podem aumentar o risco de desenvolver a condição.

A dor geralmente piora durante ou após atividades físicas, como corrida e saltos, e pode causar rigidez, sensibilidade e inchaço. Em alguns casos, o tendão também pode ficar mais espesso.

2. Ruptura do tendão Aquiles

A ruptura do tendão de Aquiles ocorre quando suas fibras se rompem parcial ou completamente. Geralmente provoca dor súbita na parte de trás do tornozelo ou da perna e pode ser acompanhada por um estalo ou sensação semelhante a uma pancada.

Além disso, pode causar dificuldade para caminhar e para movimentar o pé, principalmente para empurrar o corpo para frente ou ficar na ponta dos pés.

Leia também: Tendão de Aquiles rompido: sintomas, tratamento (e recuperação)

tuasaude.com/sintomas-de-ruptura-do-tendao-de-aquiles

A ruptura costuma acontecer durante movimentos que exigem uma contração forte da panturrilha, como correr, saltar ou mudar rapidamente de direção.

Também pode ocorrer devido à tendinopatia de Aquiles ou pelo uso de alguns medicamentos, como fluoroquinolonas e corticosteroides.

3. Bursite retrocalcânea

A bursite retrocalcânea ocorre quando a bursa localizada entre o osso do calcanhar e o tendão de Aquiles fica irritada e inflamada. Entenda o que é bursite.

Essa condição pode causar dor na parte posterior do calcanhar, principalmente ao caminhar ou movimentar o tornozelo, além de inchaço e sensibilidade no local.

A bursite pode estar relacionada ao uso excessivo do tornozelo, atrito de calçados, alterações na estrutura do calcanhar ou doenças inflamatórias.

4. Tendinose

A tendinose de Aquiles é uma condição em que ocorre degeneração ou desgaste progressivo do tendão de Aquiles, não relacionado à inflamação, causando dor progressiva e crônica atrás do tornozelo, e inchaço no local. Conheça melhor o que é tendinose.

É mais comum em casos crônicos de tendinopatia e pode estar relacionada ao envelhecimento, sobrecarga física e alterações na biomecânica do pé e tornozelo.

5. Paratendinite

A paratendinite é a inflamação ou irritação dos tecidos que envolvem o tendão de Aquiles, e não propriamente das fibras do tendão.

Pode ocorrer devido a movimentos repetitivos e sobrecarga, especialmente em pessoas que praticam corrida ou outras atividades de alto impacto.

Os sintomas incluem dor ao movimentar o tornozelo, sensibilidade, inchaço e, em alguns casos, sensação de crepitação ao movimentar o tendão.

6. Traumas

Uma pancada direta ou outro tipo de trauma no calcanhar ou na parte posterior do tornozelo também pode causar dor no tendão de Aquiles.

Dependendo da intensidade do trauma, pode ocorrer apenas uma contusão ou uma lesão mais grave, como uma ruptura parcial ou completa do tendão.

7. Doenças inflamatórias

Algumas doenças inflamatórias, como gota e artrite reumatoide, também podem afetar o tendão de Aquiles e causar dor, inchaço e sensibilidade na região.

Nesses casos, a dor pode vir acompanhada de outros sintomas, como inchaço, rigidez e dor em outras articulações, dependendo da doença. Veja os sintomas da gota.

8. Uso de alguns medicamentos

Alguns medicamentos podem aumentar o risco de problemas no tendão de Aquiles, especialmente as fluoroquinolonas, uma classe de antibióticos.

O uso de corticosteroides também está associado a maior risco de lesão do tendão. Por isso, o médico deve ser informado sobre todos os medicamentos utilizados, principalmente quando a dor surgiu após o início de um novo tratamento.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da dor no tendão de Aquiles é feito pelo ortopedista por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de atividades físicas, de possíveis traumas e do exame físico.

Durante o exame físico, o médico pode avaliar a sensibilidade, o inchaço, a movimentação do tornozelo e a força da panturrilha.

Marque uma consulta com um ortopedista na região mais próxima:

Além disso, exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, podem ser indicados para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da lesão ou esclarecer casos em que há dúvida sobre a causa da dor.

Como tratar

O tratamento da dor no tendão de Aquiles depende da causa, da intensidade dos sintomas e da presença ou não de uma ruptura.

As principais opções incluem:

1. Repouso

Pode ser necessário reduzir temporariamente atividades que aumentam a dor, como corrida, saltos e outros exercícios de alto impacto. Isso não significa permanecer em repouso absoluto.

Conforme a causa e a intensidade da lesão, o médico ou fisioterapeuta pode orientar a retomada gradual dos movimentos e das atividades.

2. Compressas frias

As compressas frias podem ajudar a aliviar temporariamente a dor e o inchaço, principalmente após atividades que pioram os sintomas.

O gelo deve ser envolvido em um pano antes de ser colocado sobre a pele, por cerca de 15 a 20 minutos, não sendo recomendado aplicar gelo diretamente sobre a pele. Veja como é feita a compressa fria.

3. Remédio

O ortopedista pode recomendar analgésicos ou anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, para aliviar a dor, inflamação ou inchaço no tendão de Aquiles.

No entanto, esses medicamentos não tratam a causa de algumas condições, como a tendinopatia de Aquiles, que está relacionada principalmente à sobrecarga, ou a ruptura do tendão, que pode exigir imobilização e, em alguns casos, cirurgia.

4. Imobilização

Em algumas lesões mais graves, principalmente em casos de ruptura do tendão de Aquiles, pode ser necessário utilizar uma bota ortopédica ou outro dispositivo para limitar os movimentos e permitir a recuperação adequada.

5. Fisioterapia

A fisioterapia é uma das principais formas de tratamento da dor no tendão de Aquiles.

O tratamento pode incluir exercícios orientados pelo fisioterapeuta, como:

  • Exercícios de alongamento, como alongamento da panturrilha, que pode ajudar a melhorar a flexibilidade dos músculos da panturrilha e a mobilidade do tornozelo;
  • Exercícios de fortalecimento, que são importantes para aumentar a capacidade da panturrilha e do tendão de Aquiles de suportar carga. Um exemplo é elevar os calcanhares enquanto permanece em pé;
  • Exercícios excêntricos, nos quais o músculo produz força enquanto se alonga, como a elevação dos calcanhares em um degrau, seguida da descida lenta do calcanhar abaixo do nível do degrau.

A quantidade de repetições, a carga e a progressão dos exercícios devem ser definidas pelo fisioterapeuta, principalmente quando há dor intensa, tendinopatia mais avançada ou ruptura do tendão.

Em geral, a fisioterapia tem como objetivo reduzir a dor, recuperar a força da panturrilha e melhorar a capacidade do tendão de suportar cargas.

Além disso, na fisioterapia podem ser usados outros recursos da eletroterapia com ultrassom, tens, laser, infravermelho e galvanização, por exemplo, com o objetivo de promover o alívio da dor e a inflamação.

6. Cirurgia

A cirurgia pode ser indicada em alguns casos de ruptura do tendão de Aquiles, principalmente quando é necessário reparar o tendão ou quando existem características específicas da lesão que favorecem o tratamento cirúrgico.

Também pode ser considerada em casos selecionados de tendinopatia que não melhoram após um período adequado de tratamento não cirúrgico.

A cirurgia pode envolver a reparação das fibras rompidas ou procedimentos para tratar alterações do tendão e das estruturas ao redor.


Fonte: Tua Saúde

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