Brasil

Com Congresso empoderado, gestão Lula 3 tem aprovação menor de MPs

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve até então apenas 20,5% das medidas provisórias editadas convertidas em lei. Levantamento da CNN mostra tendência de queda da aprovação no Congresso Nacional desse tipo de proposta nos últimos governos.

A atual gestão é a com menor percentual de aprovação desde o primeiro mandato de Lula, iniciado em 2003. As MPs têm força de lei, ou seja, passam a valer assim que são publicadas pelo governo, mas dependem do aval da Câmara dos Deputados e do Senado para se tornarem lei em definitivo.

Nos últimos anos, Lula viu o Legislativo federal ganhar protagonismo, seja pelo aumento no montante de emendas parlamentares ou pela disputa na negociação de pautas prioritárias para o Executivo – o que inclui temas tratados em MPs.

Em seu primeiro governo, Lula teve 90,1% das MPs publicadas convertidas em lei durante três anos e sete meses. Para fins de comparação, o período considerado foi o mesmo já decorrido da gestão Lula 3.

Em relação ao mandato atual, o presidente diminuiu em quase quatro vezes a capacidade de converter as medidas em leis. O governo de Jair Bolsonaro (PL) é o segundo com o menor percentual de conversão, com 57,4%, explicado principalmente pelo período da pandemia de covid-19.

Leia Mais:

  • TSE cria conselho para monitorar desinformação e uso de IA nas eleições

    TSE cria conselho para monitorar desinformação e uso de IA nas eleições

  • Lula vai propor

    Lula vai propor “pacto” por fim de supersalários e limite a emendas

  • Sem mulheres na vice, campanhas dependem de

    Sem mulheres na vice, campanhas dependem de “madrinhas” pelo voto feminino

O levantamento da CNN comparou dados desde a primeira gestão de Lula, a primeira completa com as novas regras sobre MPs. Isso porque, em 2001, ainda durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, as regras das MPs sofreram mudanças.

Naquele ano, uma emenda constitucional acabou com a reedição ilimitadas de MPs e limitou os temas que poderiam ser tratados por esse tipo de proposta. A mudança também garantiu maior prazo de validade dos textos, que passou de 30 dias para 60, com possibilidade prorrogação por igual período.

Veja o percentual de aprovação de MPs em governo, considerando o mesmo período decorrido da atual gestão:

  • Lula 1 (2003-2006): 192 de 213 convertidas (90,1%);
  • Lula 2 (2007-2010): 131 de 156 convertidas (83,9%);
  • Dilma 1 (2011-2014): 81 de 102 convertidas (79,4%);
  • Dilma 2/Temer (2015-2018): 118 de 181 convertidas (65,1%);
  • Bolsonaro (2019-2022): 151 de 263 convertidas (57,4%);
  • Lula 3 (2023 – atualmente): 47 de 229 convertidas (20,5%).

A maioria das MPs que não foram convertidas em lei caducaram, ou seja, perderam validade sem serem votadas no prazo. O governo atual também é o que teve mais MPs encerradas sem votação (56,3%). Demais medidas, em menor percentual, foram revogadas, prejudicadas ou retiradas de tramitação por acordo.

Nos últimos anos, o Congresso protagonizou revezes para o governo Lula ao deixar caducar MPs sobre temas prioritários. Foi o caso da medida com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), retirada de pauta na Câmara, e a MP que criava o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), ignorada pelo Senado.

Congresso empoderado

Na gestão atual, dois fatores contribuíram para o menor número de MPs convertidas. Em 2023, o Congresso ainda não havia retomado completamente o rito normal de análise de medidas provisórias, que havia sido modificado de forma excepcional durante a pandemia da covid-19.

A demora no retorno das comissões mistas, responsáveis por analisar MPs, foi principalmente atribuída à resistência do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que era contrário ao modelo de tramitação e defendia mudanças na composição das comissões mistas, formadas por deputados e senadores.

Neste cenário, o governo precisou editar MPs e também enviar projetos de lei sobre o mesmo tema. Foi o caso, por exemplo, do voto de desempate do governo nas decisões do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais); da taxação de apostas esportivas; e do reajuste de servidores federais.

O Executivo também viu trechos de MPs serem incorporadas em matérias já em tramitação no Congresso. Isso ocorreu, por exemplo, com a criação do Programa Desenrola Brasil, em 2023, sobre a renegociação de dívidas.

Além dos entraves de negociação com o Congresso, a gestão atual também apresentou 88 medidas de abertura de crédito extraordinário – 38,4% do total de MPs editadas. Essas medidas, no entanto, não necessariamente precisam ser votadas, já que, em geral, cumprem sua função no período temporário de vigência.

Dessas MPs, 51 perderam validade e outras 20 foram convertidas. Outras 16 ainda estão em tramitação e uma foi revogada.


Fonte: CNN Brasil

Criação de Sites em Cruz das Almas – Bahia

Não importa o tamanho da sua empresa ou seu ramo de atuação. Qualquer atividade comercial precisa necessariamente do desenvolvimento de sites para estar presente na internet.

Em um mundo globalizado, ter um site na internet não é mais um luxo para poucos, e sim uma regra geral para empresas que querem sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo.

Novos Clientes
Já imaginou que você pode vender para todo o país, ou melhor, para todo o mundo através da internet? Pois bem, seu site fica disponível para ser acessado pelo mundo todo.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo