Aos 62 anos, surfista conquista ouro e planeja disputar novas competições

Aos 62 anos, Angela Bauer subiu ao lugar mais alto do pódio no último fim de semana. A surfista conquistou a medalha de ouro no longboard feminino 60+ do CBEM Master Games Brasil, no Rio de Janeiro, e agora planeja ampliar sua participação em competições.
A conquista veio após uma preparação que combinou treinos no mar, condicionamento físico, alimentação equilibrada e exercícios para estimular a memória e o raciocínio. “Foi o resultado de muito treino físico e cognitivo, uma boa alimentação e muita fé e confiança em Deus”, afirma.
A vitória, porém, não foi tranquila até o fim. Angela liderava a bateria quando uma onda deu à adversária a chance de virar o resultado. A concorrente conseguiu entrar na onda, mas caiu. Só então a campeã conseguiu respirar aliviada.
Para chegar ao ouro, a atleta precisou retomar os treinos de longboard, modalidade que estava sem praticar havia algum tempo. A preparação também incluiu uma novidade: há cerca de três meses, ela começou a fazer exercícios cognitivos no Supera Recreio, um de seus apoiadores.
Leia Mais:
-

Futsal: final da Copa LNF tem sede definida para estreia
-

Finalíssima do Futsal terá o Brasil em quadra e será disputada em Niterói
-

Judoca brasileiro vira número 1 no ranking mesmo sem pódio no Mundial
Memória e raciocínio também fazem parte do treino
Angela procurou as atividades depois de perceber algumas falhas de memória. Com o tempo, notou benefícios que foram além do esperado e incorporou os exercícios à rotina de preparação para o esporte.
“Os exercícios estimulam a rapidez de pensamento, raciocínio e a criatividade”, relata.
No surfe, essas habilidades podem fazer diferença. A leitura do mar exige atenção às condições das ondas e decisões rápidas sobre o momento de entrar na água e as manobras mais adequadas para cada situação.
“Tudo isso exige uma rapidez de raciocínio e decisão”, explica Angela, que associa os exercícios cognitivos à agilidade necessária para lidar com as mudanças do mar.
“Em pouco tempo percebi que meu raciocínio ficou mais rápido”, conta.
A atleta também ressalta que competir exige conhecer os próprios limites. A escolha das condições do mar, segundo ela, deve levar em conta o preparo físico e a capacidade de executar as manobras com segurança.
Uma relação com o mar que começou na infância
A história de Angela com as ondas começou aos 10 anos, quando surfava de peito na praia do Leme, no Rio de Janeiro. Depois de passar um período em Teresópolis, voltou à capital fluminense aos 20 anos e conheceu o bodyboard. Aos 34, começou a praticar longboard.
Desde então, construiu uma trajetória que inclui outro marco: ela é reconhecida pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro como a primeira campeã brasileira de longboard. Agora, o título na categoria 60+ do CBEM Master Games Brasil abre caminho para uma nova etapa.
“Esta medalha representa o início de uma nova vida de competições”, afirma.
A dedicação ao esporte também trouxe mudanças na rotina profissional. Angela deixou de dar aulas de surfe para ter mais tempo para treinar. Sem patrocínio financeiro, passou a enfrentar os custos da preparação e os impactos da decisão sobre sua renda.
Desafios para competir e incentivar outras mulheres
A busca por patrocinadores é uma das principais dificuldades relatadas pela surfista. “Enfrento preconceitos principalmente na hora de captar patrocinadores”, diz.
Com o ouro, Angela espera conseguir apoio para disputar o Circuito Master, que conta com etapas em diferentes regiões do Brasil. O objetivo é viabilizar a participação nas provas e continuar competindo em alto nível.
Ela também quer usar a própria trajetória para mostrar que a idade não precisa ser um obstáculo para quem deseja começar ou continuar no surfe. A intenção é incentivar principalmente mulheres com mais de 50 anos a entrar no mar e experimentar o ambiente das competições.
“Muita gente tem sonho de surfar e se acha velho para continuar”, afirma.
Fora dos resultados, Angela encontra no esporte uma fonte de bem-estar e renovação. Para ela, o surfe representa mais do que medalhas: é uma forma de manter o corpo ativo, fortalecer a confiança e cultivar sua conexão com o mar.
“Poder surfar significa que estou viva de verdade.”
Astro dos Jogos de Inverno se junta a Haaland no xadrez norueguês
Fonte: CNN Brasil
Não importa o tamanho da sua empresa ou seu ramo de atuação. Qualquer atividade comercial precisa necessariamente do desenvolvimento de sites para estar presente na internet.
Em um mundo globalizado, ter um site na internet não é mais um luxo para poucos, e sim uma regra geral para empresas que querem sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo.
Novos Clientes
Já imaginou que você pode vender para todo o país, ou melhor, para todo o mundo através da internet? Pois bem, seu site fica disponível para ser acessado pelo mundo todo.









