Acordo Mercosul–UE reforça perspectivas positivas para fruticultura em 2026

O faturamento da fruticultura pode crescer 40% e alcançar US$ 1,8 bilhão até 2029, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). E o acordo com a União Europeia pode ajudar a impulsionar as exportações.
Para Eduardo Brandão, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), “a abertura de mercados favorece a continuidade do fluxo de exportações para a Europa, além de garantir maior competitividade ao produto brasileiro que passa a ter alíquotas reduzidas de forma gradual”, disse à CNN Brasil.
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Brandão também destacou a parceria com a Europa, destino majoritário das exportações brasileiras. “O fluxo comercial estabelecido com a Europa foi essencial para o setor, que viu seus embarques superarem um ano desafiador para o agro como um todo”, destacou.
Segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2025, o volume de frutas exportadas para a Europa cresceu 19% em relação a 2024, alcançando 1 milhão de toneladas. O continente foi destino de cerca de 77% do total vendido pelo setor. O dado anima empresas brasileiras que competem com países que já possuem isenção de tarifas como o Peru, Chile e México.
Manga, melão, limão, melancia, uva e mamão somaram US$ 967 milhões em receita no ano passado, ante US$ 857,6 milhões em 2024. Para a Europa, o Brasil exportou 949 mil toneladas em 2025, uma alta em relação a 2024, quando os embarques somaram 796,6 mil toneladas.
As vendas de frutas brasileiras ao exterior foram recorde em 2025, e alcançaram a marca de US$ 1,57 bilhão, com alta de 13,36% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior.
Acordo Mercosul – União Europeia
O acordo entre Mercosul e União Europeia, atrasado por entraves regulatórios, concentra parte do otimismo do setor com relação à flexibilização de tarifas. O levantamento da Abrafrutas estima a redução de tarifas que variam entre 4% e 14% sobre produtos brasileiros. Dentre os destaques, a uva possui isenção imediata com a vigência do acordo.
Luiz Roberto Barcelos, conselheiro da International Fresh Produce Association (IFPA) e diretor da Abrafrutas, acredita que o consumo de frutas brasileiras aumente com a concorrência a países exportadores isentos de frutas frescas. “A principal notícia positiva é que passaremos a embarcar com tarifas de importação reduzidas a partir da vigência do tratado entre Mercosul e União Europeia”, disse à CNN Brasil.
“O recorde de exportação mostra que temos um grande potencial. Agora precisamos investir e ampliar destinos para que não fiquemos muito concentrados na Europa”, explicou Barcelos. “Outros países da América do Sul e América Latina produzem e exportam algumas frutas que também produzimos, porém estes possuem benefícios comerciais que ainda não possuímos”, complementou.
A percepção de agentes do setor leva a oportunidade de ampliar embarques ao hemisfério norte, que necessita de abastecimento em períodos de entressafra. A produtividade local de frutas na Europa não compete com exportações e, diferente de outros setores, possibilita o fluxo comercial constante pela demanda.
Fonte: CNN Brasil
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