Tratamento para gonorreia: medicamentos e opções caseiras

O tratamento da gonorreia é feito com o uso de antibióticos, principalmente a ceftriaxona, para eliminar a bactéria Neisseria gonorrhoeae. Em situações específicas, pode haver associação com outros antibióticos.
É importante seguir o tratamento corretamente pelo tempo recomendado pelo médico para evitar resistência bacteriana. Além disso, parceiros sexuais também devem realizar o tratamento e o contato íntimo deve ser evitado até a cura completa.
A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível transmitida (IST) principalmente por relações sexuais sem proteção. Os sintomas podem incluir corrimento, dor ao urinar e dor de garganta nos casos de transmissão oral. Saiba identificar os sintomas da gonorreia.

Medicamentos para gonorreia
O medicamentos para gonorreia são antibióticos como:
1. Antibióticos injetáveis
O principal antibiótico injetável para gonorreia na uretra, colo do útero, reto e faringe é a ceftriaxona, aplicada por injeção intramuscular, geralmente em dose única.
A ceftriaxona também pode ser aplicada diretamente na veia em casos de infecção disseminada, quando a gonorreia se espalha pela corrente sanguínea para outras partes do corpo, ou em situações mais graves, como a conjuntivite gonocócica no recém-nascido.
Em situações específicas ou em casos de alergia às cefalosporinas, o médico pode indicar o uso da gentamicina, aplicada no músculo.
Leia também: Ceftriaxona: o que é, para que serve e como usar
tuasaude.com/ceftriaxona-rocefin
2. Antibióticos orais
Os principais antibióticos orais para gonorreia são:
- Azitromicina, em dose única;
- Doxiciclina, nos casos de coinfecção por clamídia;
- Ciprofloxacino, apenas em locais onde não há resistência elevada da bactéria e conforme protocolo local.
O uso desses antibióticos deve ser feito em casa de acordo com a orientação do médico.
Outros antibióticos, como cefixima, zoliflodacina ou gepotidacin, também podem ser indicados. No entanto, ainda não são aprovados no Brasil, sendo utilizados em alguns países da Europa e também nos Estados Unidos.
Como tratar a gonorreia resistente aos antibióticos
O tratamento da gonorreia resistente aos antibióticos, também conhecida como supergonorreia, deve ser definido pelo médico de acordo com o perfil de resistência da bactéria e os protocolos de saúde atualizados.
Normalmente, é feito com uma combinação de antibióticos e o tempo de tratamento costuma ser maior. Veja como deve ser o tratamento da gonorreia resistente a antibiótico.
Pomadas para gonorreia
Não existem pomadas ou cremes eficazes para tratar a gonorreia, pois a infecção é causada por uma bactéria que se multiplica internamente no organismo e precisa de antibióticos sistêmicos (orais ou injetáveis).
Cuidados durante o uso de antibióticos
Durante o tratamento para gonorreia, é importante:
- Usar os antibióticos exatamente conforme a orientação médica;
- Não interromper o tratamento antes do tempo indicado, mesmo com melhora dos sintomas;
- Evitar relações sexuais até a confirmação da cura;
- Tratar os parceiros sexuais para reduzir o risco de reinfecção e transmissão da bactéria;
- Evitar automedicação ou reutilização de antibióticos antigos.
Para ter a certeza da cura definitiva da gonorreia, a pessoa pode precisar repetir exames específicos para gonorreia após o tratamento, conforme orientação médica.
Leia também: Como curar a gonorreia
tuasaude.com/gonorreia-tem-cura
Sinais de melhora e piora da gonorreia
Os sinais de melhora da gonorreia incluem redução da dor ou ardor ao urinar, diminuição ou desaparecimento do corrimento e melhora da dor de garganta nos casos de infecção oral.
Mesmo com melhora dos sintomas, o tratamento deve ser mantido até o fim conforme orientação médica.
Leia também: 27 sintomas de gonorreia (feminina, masculina e no bebê) e teste online
tuasaude.com/sintomas-da-gonorreia
Os sinais de piora aparecem quando o tratamento não é iniciado ou não é seguido corretamente, incluindo aumento da dor ao urinar, intensificação do corrimento e aparecimento de febre.
Também podem ocorrer sangramento vaginal, dor e inchaço testicular e dores nas articulações.
Possíveis complicações
As complicações da gonorreia ocorrem quando o tratamento não é feito corretamente e incluem:
- Doença inflamatória pélvica (DIP);
- Infecção e inflamação do epidídimo, podendo causar infertilidade no homem;
- Disseminação da bactéria pela corrente sanguínea (infecção gonocócica disseminada);
- Artrite séptica (quando a bactéria afeta as articulações);
- Maior risco de infertilidade masculina e feminina.
Além disso, há um risco aumentado de complicações na gestação e transmissão ao recém-nascido.
Leia também: Gonorreia na gravidez: riscos e como deve ser o tratamento
tuasaude.com/gonorreia-na-gravidez
Fonte: Tua Saúde
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