Cultura

Julgamento sobre feminicídio de jovem quilombola em Cachoeira é adiado pela terceira vez seguida

O júri popular do caso de feminicídio de Tainara dos Santos que seria realizado nesta quarta-feira, 11, no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, foi adiado pela terceira vez. A decisão ocorre após um pedido da defesa do acusado, o ex-marido George Anderson Santos. Neste momento, o processo está sem nova data para o júri e segue suspenso por tempo indeterminado.

Tainara dos Santos tinha 27 anos, era trancista, mãe de duas meninas e moradora da comunidade quilombola de Acutinga Motecho, na região da Bacia do Iguape, em Cachoeira. Ela foi vista pela última vez no dia 9 de outubro de 2024, após sair para encontrar o ex-companheiro George Anderson Santos, principal suspeito pelo desaparecimento da jovem. Meses antes do sumiço, ela havia prestado queixa contra o ex.

Até o momento, o corpo de Tainara Santos não foi encontrado. Reprodução/arquivo da família.

No período de seis anos de casamento, George a agrediu diversas vezes e protagoniza brigas frequentes. Durante as investigações, testemunhas relataram que viram, no dia do desaparecimento, o suspeito de carro com Tainara, passando por algumas localidades de Cachoeira. Após ser questionado por familiares e pela Polícia Civil, ele deu ao menos três versões diferentes do caso.

O inquérito, o Ministério Público e a sentença de pronúncia reconhecem o caso como feminicídio sem corpo. George Anderson Santos foi preso preventivamente e aguarda o julgamento.

Em nota enviada à imprensa, a assessoria da família de Tainara afirma que

“A sucessão de adiamentos expõe um padrão recorrente nos processos envolvendo violência contra mulheres no Brasil: estratégias jurídicas que retardam julgamentos e prolongam a dor de quem perdeu uma filha, uma mãe, uma irmã e uma amiga. Na prática, essas manobras acabam produzindo mais violência institucional, que impõe às famílias anos de espera, incerteza e desgaste emocional”.

Além disso, a assessoria também destaca que a espera indefinida se transforma em um novo capítulo de violência.

“Quando o julgamento de um feminicídio é sucessivamente adiado, e agora suspenso sem qualquer previsão de nova data, o que acontece é o fortalecimento da opinião pública sobre impunidade, com a evidência de um sistema que falha em garantir respostas à altura da gravidade do crime. A espera pela justiça se transforma em mais um capítulo da violência para as famílias e comunidade”, diz.

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Fonte: Bahia Recôncavo

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