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MDB não vê sinalização concreta do PT para firmar aliança

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) ainda não recebeu qualquer contato oficial do PT (Partido dos Trabalhadores) para firmar uma aliança visando as eleições presidenciais, segundo apuração da analista política Isabel Mega no Bastidores CNN.

De acordo com a análise, existe uma divisão interna no partido sobre o possível apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a maioria dos diretórios demonstrando resistência a uma adesão ao projeto petista. Dos diretórios estaduais do MDB, 17 adotam posição de neutralidade, não apoiando nem Lula nem a oposição.

“Numericamente é muito inferior quando a gente olha para esse grosso do MDB que não quer ver muita vantagem em uma aliança com Lula”, explica a analista. Os únicos estados onde há forte adesão ao projeto de reeleição são aqueles sob influência de ministros atuais do governo, como Alagoas, com o clã Calheiros, e o Pará, com o clã Barbalho, descritos como “lulistas de carteirinha”.

Estratégia política em jogo

A ventilação de uma possível aliança entre PT e MDB estaria sendo utilizada como estratégia política para pressionar outros atores, especialmente do ministro Fernando Haddad (PT). Segundo a apuração, há uma leitura no meio político de que mencionar o MDB como possível parceiro de chapa aumenta a pressão sobre o atual ministro da Fazenda para que aceite disputar o governo de São Paulo.

Esta movimentação também afeta Geraldo Alckmin, que estaria “marcando posição” para manter-se como vice na chapa presidencial. “Quando você faz essa espuma de aventar que um partido como o MDB poderia compor chapa com Lula, você acaba gerando esse efeito todo de pensar em configurações”, observa a analista.

Preferência por posição de centro

O MDB demonstra maior interesse em manter um posicionamento de centro, alinhado ideologicamente com o PSD, outro partido considerado mais próximo em termos de visão política. “Há uma visão de que seria muito mais coerente fazer algum tipo de aliança com o PSD a nível presidencial do que com o PT”, afirma a analista.

A preocupação principal do partido está em fortalecer suas bancadas e conquistar governos estaduais, não necessariamente em compor uma chapa presidencial. Por isso, um posicionamento de centro seria mais estratégico para suas ambições eleitorais em diferentes regiões do país.

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Fonte da Matéria: CNN Brasil

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