Saúde

Síndrome de Guillain-Barré: o que é, sintomas, causas e tratamento

Síndrome de Guillain Barré é uma doença autoimune em que o sistema imunológico produz anticorpos que afetam os nervos do próprio corpo, causando sintomas como fraqueza e dificuldade para movimentar as pernas e braços, sensação de formigamento e, nos casos mais graves, dificuldade para respirar, podendo colocar a vida em risco.

Devido à sua gravidade, é importante que a síndrome de Guillain Barré seja identificada rapidamente pelo neurologista ou clínico geral, para que seja confirmado o diagnóstico e, assim, ser possível iniciar o tratamento.

Em caso de suspeita de síndrome de Guillain Barré é importante consultar o neurologista para uma avaliação e início do tratamento apropriado, que pode envolver o uso de imunoglobulina e plasmaférese.

Leia também: Especialistas em síndrome de Guillain-Barré: qual médico consultar?

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Imagem ilustrativa número 1

Principais sintomas

Os principais sintomas da síndrome de Guillain Barré são:

  • Dificuldade para movimentar ambas as pernas ou braços;
  • Paralisia do rosto;
  • Dificuldade para falar ou engolir alimentos;
  • Falta de ar;
  • Dor ou sensações de queimação, formigamentos ou choques nas partes afetadas; 
  • Coração acelerado;
  • Pressão arterial pouco controlada;
  • Dificuldade para controlar a urina e as fezes.

Os sintomas afetam primeiro as pernas e tendem a piorar rapidamente, prejudicando a capacidade de andar e realizar tarefas diárias. Em poucas semanas a síndrome de Guillain Barré também pode afetar braços, rosto e outras partes do corpo. 

Nos casos mais graves, o funcionamento de nervos importantes, como os que controlam a respiração, pressão arterial, batimentos do coração, também podem ser afetados, provocando sintomas como dificuldade para respirar, arritmias e pressão alta, o que pode colocar a vida da pessoa em risco.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de Guillain Barré geralmente é feito pelo neurologista que leva em consideração os sintomas e, em alguns casos.

O médico também pode indicar exames como a punção lombar, ressonância magnética e eletroneuromiografia, que é um exame feito com o objetivo de avaliar o funcionamento dos nervos e músculos. Saiba como é feito o exame de eletroneuromiografia.

Os pacientes diagnosticados com síndrome de Guillain Barré geralmente permanecem internados no hospital para serem acompanhados e tratados devido ao risco de piora da doença que, quando não tratada, pode pôr a vida em risco.

Marque uma consulta com o neurologista mais próximo para investigar a possibilidade de síndrome de Guillain Barré:

Possíveis causas

A síndrome de Guillain Barré geralmente é causada por uma resposta do sistema imunológico a uma infecção, levando à produção de anticorpos que podem afetar os nervos do próprio corpo, prejudicando o seu funcionamento.

O risco de desenvolvimento de síndrome de Guillain Barré geralmente é maior após infecção por:

  • Zika vírus;
  • Vírus influenza A;
  • Haemophilus influenzae;
  • Campylobacter jejuni.

A síndrome de Guillain Barré ainda não é um efeito colateral comprovado dos remédios agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, por exemplo. No entanto, existem relatos de casos isolados do surgimento de sintomas similares a essa condição ou o desenvolvimento dessa síndrome ligada ao uso desses medicamentos.

Assim, os médicos são aconselhados a avaliar a possibilidade de síndrome de Guillain Barré em pessoas que apresentam sintomas sugestivos dessa condição durante o uso desses remédios.

Durante a pandemia da COVID-19, essa síndrome também foi relatada após casos desta doença. No entanto essa alteração foi pouco frequente, não sendo possível estabelecer uma ligação direta entre as duas doenças.

Como é feito o tratamento

O tratamento da síndrome de Guillain Barré deve ser orientado pelo neurologista e pode envolver:

1. Plasmaférese terapêutica

A plasmaférese é um tipo de tratamento que consiste na filtração do sangue com o objetivo de remover o excesso de substâncias que podem estar causando a doença.

No caso da Síndrome de Guillain Barré, a plasmaférese é feita com o objetivo de remover o excesso de anticorpos que estão afetando os nervos e causando os sintomas da doença.

O sangue filtrado é, então, devolvido ao corpo, que é estimulado a produzir anticorpos saudáveis, aliviando os sintomas da doença. Entenda melhor como é feita a plasmaférese.

2. Injeção de imunoglobulina

O tratamento com imunoglobulina humana consiste na injeção de anticorpos saudáveis que atuam contra os anticorpos que estão causando a doença.

Dessa forma, o tratamento com imunoglobulina humana ajuda a remover do corpo os anticorpos que estão atacando os nervos, aliviando os sintomas.

Leia também: Imunoglobulina humana: para que serve e como usar

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3. Tratamento com fisioterapia

A fisioterapia é importante na síndrome de Guillain Barré porque ajuda na recuperação da força muscular e função respiratória, podendo ser indicada após a alta, até que se recupere o máximo de capacidades. Para a maioria das pessoas, o principal objetivo é voltar a andar sozinho.

Sinais de melhora e piora

Os sinais de melhora da Síndrome de Guillain Barré geralmente podem ser notados em até cerca de 4 semanas após o início dos sintomas. No entanto, podem ser identificados antes, a partir do início do tratamento adequado, e geralmente envolvem a recuperação gradual da força muscular.  

Já os sinais de piora geralmente ocorrem nos casos mais graves e que não receberam tratamento, ocorrendo geralmente nas primeiras semanas após o surgimento dos primeiros sintomas. Neste período pode surgir dificuldade para respirar, alterações repentinas da pressão arterial e incontinência, por exemplo.

Mesmo após o tratamento adequado, sintomas como cansaço, dor e formigamentos ainda podem persistir por alguns anos e a maioria das pessoas consegue andar sem auxílio após 6 meses.


Fonte: Tua Saúde

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