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73% dos cirurgiões dizem que já operaram algum paciente para retirada de um corpo estranho, aponta levantamento

pacientes que ficaram com algum tipo de material cirúrgico dentro do corpo. Segundo o Ministério da Saúde, são mais de 500 casos desde 2022. No fim de 2025, em Minas Gerais, um homem morreu com uma pinça de 14 cm deixada no abdômen.

Se um instrumento como uma pinça pôde ser esquecido dentro de um paciente, o que pode acontecer com objetos menores? Um levantamento da Universidade de São Paulo apontou que gazes e compressas são os objetos mais esquecidos durante cirurgias. Por isso, as usadas nos centros cirúrgicos são produzidas com um detalhe: um fio que aparece no raio-x.

Existe um protocolo que as equipes médicas devem seguir nas cirurgias. Todo o material deve vir em uma caixa que deve chegar lacrada ao centro cirúrgico. Os itens devem ser contados antes do início da cirurgia, novamente antes do cirurgião suturar o paciente e uma outra vez ao final do procedimento. O número de itens que entra na sala precisa ser igual ao que sai.

O protocolo de cirurgia segura foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 2009 e serviu de modelo para o protocolo adotado no Brasil a partir de 2013. Muitas das práticas sugeridas nesses documentos foram baseadas em conhecimentos de uma outra área, onde é preciso checar, rechecar e checar novamente todas as informações em nome da segurança: a aviação. O levantamento da USP sobre objetos esquecidos em cirurgias, feito com 2.872 cirurgiões do país, trouxe um alerta:

  • 43% deles afirmaram que já esqueceram algo em alguma cirurgia;
  • 73% disseram que já operaram algum paciente uma ou mais vezes para retirada de um corpo estranho.

“É uma falha que não pode acontecer sob hipótese alguma”, afirma Mauro de Britto Ribeiro, diretor do Conselho Federal de Medicina. G1

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Fonte: INFOSAJ

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