Vacina tríplice viral: para que serve, quando tomar e reações

A vacina tríplice viral é uma vacina que protege contra 3 doenças causadas por vírus, como sarampo, caxumba e rubéola, sendo indicada para ser aplicada a partir dos 12 meses de idade.
Essa vacina, também conhecida como SCR ou “vacina triviral”, é composta por vírus enfraquecidos permitindo o organismo a produzir anticorpos contra essas doenças, sem causar a infecção na criança.
A vacina tríplice viral (SCR) é oferecida gratuitamente pelos SUS, fazendo parte do calendário de vacinação do bebê, sendo que geralmente no mesmo dia é feita a vacina da catapora em uma seringa diferente, ou pode ser aplicada a vacina tetraviral. Saiba mais sobre a vacina tetraviral.

Para que serve a vacina tríplice viral
A vacina tríplice viral (SCR) é indicada para prevenir três tipos de doenças, que são:
- Sarampo;
- Caxumba;
- Rubéola.
Essa vacina pode ser aplicada em adultos e crianças com mais de 1 ano de idade, prevenindo o desenvolvimento destas doenças e suas possíveis complicações para a saúde.
Essa vacina contém os vírus da sarampo, caxumba e rubéola vivos atenuados, o que significa que estão enfraquecidos, com a sua atividade diminuída, sendo capazes de estimular uma resposta imunológica, porém não há desenvolvimento da doença.
Quando tomar
A tríplice viral é aplicada através de uma injeção subcutânea, sob a pele, sendo indicada as doses da seguinte forma:
Idade
Doses
Bebês a partir dos 12 meses
1ª dose: aos 12 meses;
2ª dose: dos 15 aos 24 meses.
Crianças a partir de 5 anos, adolescentes e adultos de 29 anos não vacinados ou sem comprovação de vacinação de doses aplicadas
1ª dose: na data escolhida pelo médico;
2ª dose: pelo menos 1 a 2 meses após a 1ª dose.
Adultos de 30 a 59 anos que não tenham comprovação de vacinação prévia
1 dose única
Após 2 semanas da aplicação da vacina, a proteção é iniciada e o efeito deve durar para a vida inteira.
Em casos de surtos, os adultos também devem tomar novamente essa vacina, conforme indicado pelo Ministério da Saúde.
Pode-se, ainda, associar à imunização a vacina tetraviral, que tem proteção também para a catapora. Nestes casos, é feita a primeira dose da tríplice viral e, após os 15 meses até o 4 anos de idade, a dose da tetraviral.
Leia também: Vacina tetravalente: para que serve e quando tomar
tuasaude.com/vacina-tetravalente-viral
Dose zero
A dose zero da vacina tríplice viral é uma nova recomendação do Ministério da Saúde do Brasil para crianças entre 6 meses a 11 meses e 29 dias de idade.
Essa vacina oferece proteção precoce e temporária em áreas de risco aumentado de reintrodução do vírus do sarampo ou após contato com casos suspeitos ou confirmados.
Assim, é recomendado usar a vacina tríplice viral do laboratório Serum Institute of India em crianças que vivem ou transitam pelos municípios de risco, como os estados de Roraima e Amapá, as Regiões Metropolitanas de Belém, São Paulo e Campinas, e municípios de fronteira, turísticos ou universitários na Região Sul.
Entretanto, a dose zero não substitui as doses do calendário regular de vacinação aos 12 e 15 meses.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns da vacina incluem febre acima de 38ºC, que dura em média 5 dias, irritabilidade, vermelhidão nos olhos, coriza, manchas vermelhas no corpo e ínguas doloridas.
Além disso, também é frequente o aparecimento de reações no local da picada, incluindo vermelhidão, dor, coceira e inchaço no local de aplicação.
Leia também: Como aliviar as reações mais comuns das vacinas
tuasaude.com/reacoes-adversas-das-vacinas
Quem não deve tomar
A vacina tríplice viral está contraindicada nas seguintes situações:
- Mulheres grávidas;
- Pessoas com o sistema imunológico suprimido, como em casos de uso de quimioterapia antineoplásica, infecção pelo HIV com comprometimento imunológico grave, uso de medicamentos em doses imunossupressoras ou transplantados;
- Pessoas com histórico de alergia à Neomicina ou outros componentes da fórmula.
Além disso, se houver febre ou sintomas de infecção, deve-se conversar com o médico antes de tomar a vacina, pois o ideal é que se esteja sem sintomas que possam confundir com reações colaterais à vacina.
Fonte: Tua Saúde
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