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O Grande Debate: TSE erra ou acerta com selo para institutos de pesquisa?

O empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo debateram, na terça-feira (14), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre se o “TSE erra ou acerta com selo para institutos de pesquisa?”

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentou uma proposta de selo de acurácia destinado a institutos de pesquisa eleitoral. A iniciativa, apresentada por Kassio Nunes Marques a representantes de 19 institutos, prevê a concessão do reconhecimento para levantamentos nacionais, estaduais e distritais cujas estimativas mais se aproximarem dos resultados oficiais proclamados pela Justiça Eleitoral.

Segundo a proposta, a medida busca incentivar o aprimoramento da qualidade metodológica, além de reforçar a transparência e a confiabilidade das pesquisas. O texto ainda deve receber sugestões e enfrenta resistência de representantes do setor.

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Intenção acertada, metodologia ainda a ser aprimorada

Leonardo Bortoletto afirmou que o TSE “acerta na intenção”, embora reconheça que a metodologia de concessão do selo ainda possa ser aperfeiçoada. Para ele, a resistência dos institutos de pesquisa é compreensível, pois a proposta funciona como uma forma de regulação.

“Os institutos de pesquisa, nitidamente, estão fazendo apresentação contrária à pauta e ao tema, porque, na verdade, é como se fosse uma regulação”, disse.

Bortoletto defendeu que a medição do desempenho dos institutos é legítima e necessária. Ele destacou que Kassio Nunes Marques deixou claro que a metodologia proposta não é definitiva e que está aberto a sugestões.

“Acho muito nobre a postura do ministro, que deixou claríssimo que a visão dele não é absoluta e está aberta às sugestões”, afirmou. Para ele, todos os institutos deveriam ser avaliados sob os mesmos critérios, o que permitiria identificar, de forma comparativa, quais apresentam maior assertividade.

Viabilidade do selo baseado em resultados

José Eduardo Cardozo concordou que a intenção da proposta é positiva, mas expressou dúvidas sobre sua correção. Para ele, o principal problema está na volatilidade do comportamento do eleitor, que pode mudar de opinião entre o momento da pesquisa e o ato de votar.

“Ninguém controla a mente do eleitor”, afirmou o comentarista, lembrando situações em que notícias falsas disseminadas às vésperas de eleições alteraram o cenário eleitoral de forma imprevisível para qualquer pesquisa.

Cardozo argumentou ainda que um instituto pode utilizar metodologia impecável e, ainda assim, não acertar o resultado final — enquanto outro, com metodologia deficiente, pode acertar por razões alheias ao seu trabalho. “Há certas situações que não se podem colocar atestado de qualidade de um resultado que não é controlável”, disse.

Em sua avaliação, um eventual selo de qualidade deveria recair sobre a metodologia empregada, e não sobre o resultado final das pesquisas. Cardozo também alertou que a proposta poderia levar institutos a evitar medir cenários eleitorais incertos, justamente para não perder a certificação — o que, segundo ele, seria “muito ruim” para o ecossistema de pesquisas no Brasil.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.


Fonte: CNN Brasil

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