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Polícia britânica prende suspeito pela morte de ex-ministra do Reino Unido

A polícia britânica informou que prendeu um homem de 26 anos, suspeito de assassinato, pela morte de Ann Widdecombe, ex-ministra do governo britânico de 78 anos, cuja morte foi anunciada na manhã desta sexta-feira (10).

Widdecombe foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010 e ocupou diversos cargos de ministra de Estado durante o governo do ex-primeiro-ministro John Major.

Matt Longman, da Polícia de Devon e Cornwall, afirmou que o suspeito permanece detido e que o caso “não está sendo tratado como terrorismo” nem como um crime com motivação política.

“Nossa investigação de homicídio ainda está em estágio inicial, mas está avançando rapidamente”, informou a Polícia de Devon e Cornwall em comunicado. A corporação acrescentou que o responsável pelo crime é, supostamente, um homem branco.

A polícia informou que foi chamada à residência de Widdecombe por volta do meio-dia de quinta-feira (9), onde ela foi encontrada morta após sofrer ferimentos graves. Os exames periciais no imóvel continuam em andamento, acrescentaram as autoridades.

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, afirmou em uma publicação na rede social X que ficou profundamente entristecida com a notícia e descreveu as circunstâncias da morte como “extremamente angustiantes”.

Dois deputados britânicos em exercício foram assassinados na última década.

A deputada trabalhista Jo Cox foi morta a tiros e esfaqueada por um homem solitário obcecado pelo nazismo durante a campanha do Brexit, em 2016. Já o deputado conservador David Amess foi esfaqueado até a morte em 2021 por um homem inspirado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Widdecombe era conhecida por suas posições socialmente conservadoras

Ao longo de sua carreira política, Widdecombe ficou conhecida por defender posições socialmente conservadoras, incluindo a oposição ao aborto e à equiparação da idade de consentimento para relações homossexuais e heterossexuais.

Ela também defendeu a política de manter presas grávidas algemadas durante o parto para evitar tentativas de fuga.

Embora nunca tenha se casado e se declarasse virgem, a convertida ao catolicismo defendia os valores da família.

Após deixar o Parlamento, ela participou do programa de talentos da TV “Strictly Come Dancing” em 2010. Apesar de seu estilo desajeitado de dança e das críticas dos jurados, conquistou a simpatia do público.

Mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage, e foi deputada do Parlamento Europeu entre 2019 e 2020.

Seu cargo mais recente foi o de porta-voz para assuntos de imigração do Reform UK, partido que sucedeu o Partido do Brexit e que atualmente lidera a maioria das pesquisas de intenção de voto.

Após o anúncio de sua morte, e antes da divulgação dos detalhes da investigação do homicídio, ex-colegas dos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens à ex-parlamentar.

O ex-primeiro-ministro conservador Boris Johnson descreveu Widdecombe, em uma publicação na rede social X, como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador, que se tornava muito difícil discursar depois dela.”

Fonte da Matéria: CNN Brasil

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