Saúde

Nefrostomia: o que é, quando é indicada, como é feita (e cuidados)

A nefrostomia é um procedimento onde é colocado um tubo fino e flexível diretamente no rim. Este procedimento é indicado para eliminar a urina em casos de bloqueio das vias urinárias devido a pedra nos rins, alterações congênitas e tumor, por exemplo.

Essas situações podem levar ao acúmulo de urina nos rins, aumentando o risco de insuficiência renal, infecções e complicações. Assim, a nefrostomia ajuda a normalizar a drenagem da urina e a sua eliminação.

A nefrostomia, ou nefrostomia percutânea, deve ser realizada após avaliação do nefrologista, podendo ser feita sob anestesia local ou sedação e sendo importante manter os cuidados com o dreno e a bolsa coletora após o procedimento para evitar complicações.


Imagem ilustrativa número 1

Principais indicações

As principais indicações da nefrostomia são:

  • Inchaço após cirurgias;
  • Anomalias congênitas;
  • Traumas;
  • Tecido cicatricial;
  • Pedras nos rins muito grandes ou complexas.
  • Tumor na bexiga, útero ou próstata;
  • Pionefrose, que é quando a urina obstruída infecciona e acumula pus no rim;
  • Urossepse, que acontece quando a infecção no trato urinário se espalha pelo corpo;
  • Infecções fúngicas, como candidíase renal neonatal;
  • Vazamentos ou fístulas devido a lesões cirúrgicas, traumas ou doenças inflamatórias.

A nefrostomia também pode ser recomendada para administrar medicamentos, como quimioterápicos, antibióticos e antifúngicos, ou substâncias para dissolver pedras nos rins.

Marque uma consulta com o nefrologista mais próximo para que seja avaliada a necessidade de realizar a nefrostomia:

Preparo da nefrostomia

Para o preparo da nefrostomia é recomendado apenas a realização de jejum total de água e comida entre 6 a 8 horas.

É importante também indicar ao médico o uso de medicamentos, já que pode ser necessária a suspensão antes da realização da nefrostomia.

Deve-se levar também, no dia do procedimento, exames anteriores de hemograma e coagulograma, e exames de imagem como raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética e/ou ultrassonografia.

Como o procedimento é feito com sedação, deve-se também providenciar um adulto responsável para acompanhar a pessoa até a casa após a alta.

Como é feita

A nefrostomia é feita conforme o passo a passo a seguir:

  1. A pessoa deve vestir uma camisola hospitalar e ser posicionada deitada de bruços na mesa de exames;
  2. O médico aplica anestesia local na região inferior das costas e administra sedação por via intravenosa;
  3. Pode-se também, em alguns casos, administrar a anestesia geral, onde a pessoa dorme durante todo o procedimento;
  4. O radiologista usa equipamentos de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou fluoroscopia, para localizar o rim de forma exata;
  5. O médico faz a punção, inserindo uma agulha fina, através de um pequeno corte na pele até o rim;
  6. Durante a punção, pode-se administrar um contraste, para certificar a posição e melhorar a visualização do sistema urinário;
  7. O médico coloca o cateter, onde um fio-guia é passado por dentro da agulha até o interior do rim;
  8. A agulha é retirada e o tubo flexível de nefrostomia é deslizado sobre o fio-guia até ficar posicionado corretamente dentro do sistema coletor do rim;
  9. O tubo flexível é fixado à pele da pessoa através de pontos de sutura, disco de silicone e/ou curativos adesivos firmes;
  10. O médico conecta a extremidade externa do tubo a uma bolsa de drenagem para recolher a urina.

A nefrostomia deve ser feita pelo radiologista intervencionista e/ou nefrologista, em ambulatório ou hospital e dura cerca de 1 hora.

Após o procedimento, a pessoa geralmente pode retornar para casa no mesmo dia após ficar algumas horas em uma área de recuperação, até que o efeito da sedação passe.

É normal sentir dor, desconforto e um pequeno sangramento no local onde o cateter sai da pele durante os primeiros 3 dias.

Nefrostomia bilateral

A nefrostomia bilateral acontece quando são colocados dois cateteres de drenagem, um em cada rim.

Este tipo de nefrostomia pode ser indicado quando é necessário redirecionar a urina para longe da região da inflamação, como nos casos de fístulas urinárias ou cistite hemorrágica.

A nefrostomia bilateral também pode ser recomendada em casos de falhas ou contraindicações importantes para a cirurgia de desvios de urina.

Possíveis complicações

Embora seja um procedimento seguro, em alguns casos pode haver complicações leves, como sangramento no local da punção e urina com coloração rosada ou sanguinolenta nos primeiros dias.

Já as possíveis complicações graves que podem surgir incluem vazamento de urina ao redor da sonda, acúmulo de urina dentro do corpo, entupimento ou deslocamento do dreno, infecções, hemorragia, perfuração de órgãos próximos, pneumotórax, derrame pleural, sepse e óbito.

Assim, deve-se sempre consultar o médico se apresentar sinais como vazamento de urina ao redor do tubo, urina vermelho vivo, febre ou calafrios, pus no local, se o cateter se deslocar ou sair completamente do local, ou se a urina parar de drenar para a bolsa ou o volume diminuir muito.

Cuidados após o procedimento

Alguns cuidados importantes após a nefrostomia são:

  • Lavar sempre as mãos com água e sabão, ou usar álcool em gel, antes e depois de tocar no cateter, no curativo ou na bolsa de drenagem;
  • Checar o dreno e a bolsa de urina diariamente, verificando se o tubo não está dobrado e se a marca no cateter permanece na mesma distância da pele, o que garante que ele não se deslocou;
  • Esvaziar sempre a bolsa quando ela estiver pela metade, o que pode ser necessário a cada 2 a 3 horas;
  • Manter a bolsa coletora sempre abaixo do nível dos rins para que a urina drene adequadamente;
  • Trocar o curativo, o tubo de conexão e a bolsa coletora regularmente, de 1 a 2 vezes por semana ou de acordo com a orientação médica;
  • Trocar o curativo imediatamente se este ficar úmido, sujo ou começar a se soltar, já que isso irrita a pele e favorece infecções;
  • Limpar a pele sob o curativo com cuidado, usando soro fisiológico 0,9% ou água e sabão;
  • Garantir que o curativo e a bolsa estão bem protegidos durante os banhos, podendo envolvê-los com saco plástico ou papel filme;
  • Manter o tubo sempre fixado ao corpo, com dispositivos próprios ou fitas, para que não seja puxado;
  • Ter cuidado para que cintos ou roupas apertadas não dobrem o cateter;
  • Tentar não deitar diretamente sobre a sonda, para evitar que ela dobre e interrompa o fluxo de urina;
  • Usar analgésicos para aliviar a dor, conforme indicação do médico.

Além disso, é proibido nadar ou tomar banho de imersão (banheira) durante o uso da sonda de nefrostomia, porque isso aumenta o risco de infecções.

Em alguns casos, o médico também pode recomendar que seja feita a lavagem do tubo com uma solução estéril para evitar entupimentos.

Quem não pode fazer

A nefrostomia não deve ser feita quando uma alternativa mais segura à este procedimento puder ser feita.

A nefrostomia também pode ser contraindicada pelo médico em alguns casos, como pessoas com alto risco de hemorragia, sepse, insuficiência renal ou com aumento grave da quantidade de potássio no sangue.

Leia também: Potássio alto ou baixo: causas e tratamento

tuasaude.com/potassio


Fonte: Tua Saúde

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