Thor de Ninha registra novo ciclo de desenvolvimento no Mangalô, repercute visita de alunos da Escola Júlio Leal à Câmara e articula audiência intermunicipal pela renaturalização do rio Mangalô

O vereador Thor de Ninha utilizou a tribuna, em dois momentos, na sessão desta quinta-feira (23) para apresentar um panorama de ações focadas no desenvolvimento econômico, social e ambiental da região do Mangalô. O parlamentar celebrou a chegada de uma nova indústria ao bairro e anunciou uma articulação intermunicipal para a recuperação completa do Rio Mangalô.
No pequeno expediente, Thor de Ninha destacou a instalação da fábrica Pion G, que produzirá uniformes hospitalares descartáveis. A indústria será instalada no antigo Depósito da Fama, marcando, segundo o vereador, a retomada de um “viés de desenvolvimento” para uma comunidade que, no passado, sofreu com o fechamento de grandes empreendimentos como “as grandes olarias, o Curtume Lucaia e a Mercantil Bahia”.
O vereador informou que a geração de empregos já é uma realidade, com cursos de capacitação em andamento. “Nós já tivemos uma turma que tomou esse curso no Senai e um outro número de pessoas está tomando esse curso agora na Associação do Novo Horizonte, lá no bairro do Mangalô”, detalhou. Ele explicou que no local foi montada “uma simulação das fábricas com os mesmos equipamentos que a fábrica irá usar”, agradecendo à associação, na pessoa da presidente Charlene e do vice-presidente de Serrinha, por ceder o espaço.
Thor de Ninha creditou o avanço a uma “construção coletiva”, iniciada por ele e pelo secretário Deraldo Alves, que envolve “todas as associações locais”. Além da Pion G, o vereador adiantou que “já está no radar do governo municipal mais uma fábrica de água mineral, de refrigerantes, ali no final de linha do Mangalô”.
Ainda em sua fala, o parlamentar cobrou infraestrutura para bairros vizinhos, citando uma indicação anterior para a requalificação das ruas esburacadas do Parque São Cristóvão, Inácio Bastos e Thompson Flores. Ele mencionou um pedido direto do morador “Seu Moacir” ao secretário Cláudio Espinheira para a retirada de entulhos nas vias.
Ao finalizar, parabenizou a Câmara e sua assessoria de comunicação pelas atividades do Outubro Rosa, como a “aula de Fit Dance, com Hitbox”, que contou com a participação da vereadora Jaldice.
No grande expediente, o vereador iniciou seu discurso prestando solidariedade ao colega Luciano Almeida, repudiando “textos apócrifos” direcionados a ele. “Tem que ter a assinatura daquele que quer dizer alguma coisa. Textos apócrifos serão sempre repudiados pelo nosso mandato”, afirmou.
O ponto central de sua fala foi a visita de duas turmas do 8º ano da Escola Júlio Leal de Araújo à Câmara Municipal. O vereador destacou o trabalho do diretor Carlos e das professoras Lucy Meire, Dionélia e Fátima. Os alunos conheceram a história da Casa com Vanderlei Soares (“Câmara do Passado, a Câmara do Presente e a Câmara do Futuro”) e utilizaram a tribuna para fazer sugestões para o bairro.
O encontro teve um forte componente pessoal para Thor de Ninha, que emocionou os estudantes ao revelar sua ligação com a instituição: “Eles não sabiam, eu disse que, de 77 a 79, eu fui estudante do Júlio Leal. Eu fiz cinco anos naquela escola em três”, relatou, explicando como cursou o terceiro e o quarto ano em um único período letivo. A história serviu de lição aos jovens: “Eles viram que há uma possibilidade real de quem estuda na escola pública. Não é fácil pelo fato de morar na periferia, de ser negro, as dificuldades são maiores, mas há essa possibilidade e com persistência e com luta, a gente pode chegar”.
O vereador relatou que a principal preocupação levantada pelos alunos foi a preservação do Rio Mangalô e do Rio Miguel Velho. Thor de Ninha explicou que essa demanda já está sendo tratada com profundidade por um coletivo de dez associações de moradores da região, citando Miguel Velho, Baixa da Candeia, Novo Horizonte, Praça Santa Isabel, Silva Jardim, entre outras.
Ele revelou que o projeto é muito mais amplo do que uma simples limpeza, pois o rio tem sua nascente em outra cidade. “O rio do Mangalô não começa no Mangalô. A sua nascente é em Aramari. E nós já estamos travando um grande debate e vamos ter uma audiência pública em Aramari”, anunciou. O objetivo, segundo ele, é discutir com o prefeito de Aramari, Tonho Cardoso, e com as Secretarias de Meio Ambiente do Estado e do município, um projeto de “renaturalização desse rio, desde a sua nascente, se possível, até a sua foz“.
“Não dá mais para a gente fazer discurso apenas para agradar um grupo ou outro. É hora de levar a sério as demandas da sociedade”, concluiu o vereador.
Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz






