Vereadores cobram diálogo e transparência da Prefeitura no processo de reordenamento escolar

A sessão ordinária desta terça-feira (10) foi marcada por discussões intensas sobre o futuro da educação pública e o fomento ao ecossistema de inovação tecnológica na cidade. Entre os temas de maior destaque estiveram o reordenamento das escolas localizadas na zona rural, a valorização dos profissionais da educação infantil e a tramitação de novas políticas públicas de incentivo ao setor produtivo.
A vereadora Luma Menezes abriu os debates saudando a presença de representantes do ecossistema de inovação. Ela destacou a importância de uma proposta de legislação que já foi dialogada com o Executivo e que agora aguarda o envio oficial à Casa Legislativa. “É importante que essa Casa esteja consciente da grandiosidade desse programa para que a gente consiga avançar nessa política pública”, afirmou.
Ainda em sua fala, a parlamentar reforçou a luta pela garantia do piso salarial para professores da educação infantil e auxiliares de classe. “Estamos juntos nessa luta pela garantia desse direito que foi adquirido. Falta apenas a Prefeitura encaminhar para esta Casa a legislação para apreciação. Tenho certeza de que não teremos problema para avançar após a votação dos colegas”, pontuou.
Um dos pontos mais sensíveis da sessão foi o projeto de reordenamento escolar na zona rural. A vereadora manifestou preocupação com a segurança e o bem-estar de crianças de 4 a 10 anos que serão deslocadas de suas comunidades para o prédio da escola que funcionará na Pastoral do Menor.
“Falar sobre escola ser fechada é falar sobre apagar ou silenciar uma parte da história de muita gente. São comunidades que construíram os prédios, que viram seus pais e avós doarem terrenos. Isso precisa ser pensado com muito cuidado para não trazermos prejuízos para as comunidades da zona rural”, alertou Luma.

O vereador Gleyser Soares endossou a necessidade de escuta ativa por parte do poder Executivo. Para ele, a dúvida da população é natural diante de mudanças estruturais, e o diálogo é o único caminho para a eficiência do serviço público.
“Esta Casa é a Casa do Povo, é a Casa do debate. Tenho certeza de que com a participação popular, todos os serviços essenciais chegarão na ponta da melhor forma possível. É a atenção e a escuta que as pessoas tanto cobram do poder público”, declarou o parlamentar.

O vereador José Edésio, embora tenha parabenizado os colegas pelas cobranças na área da educação, trouxe uma nota de cautela em relação à comparação de valores de processos seletivos e contratações. Em resposta a dados apresentados anteriormente na sessão, Edésio buscou equilibrar o debate sobre os custos de gestão.
“O papel do vereador é fiscalizar. No entanto, em números e valores, não dá para fazer essa análise simplista [comparando cidades de tamanhos distintos]. Talvez as reparações sejam outras, mas os valores de contratação ainda precisam de uma análise pertinente”, observou o vereador ao fazer referência à contratação de uma empresa visando realizar a seleção de profissionais para a Secretaria de Educação.

Visita
Aconteceu na tarde de hoje (10) uma visita coletiva ao prédio da Pastoral do Menor com a participação de vereadores, pais de alunos e representantes da gestão municipal. O objetivo foi o de sanar dúvidas sobre a infraestrutura que receberá estudantes da zona rural e garantir que o processo de reordenamento não comprometa o aprendizado ou a economia local das comunidades afetadas.
Para assistir a sessão na íntegra, clique no link: TV Câmara Alagoinhas
Ascom – Câmara Municipal de Alagoinhas
Fotos – Jhô Paz






