Anisocoria: o que é, causas (e o que fazer)

Anisocoria é um termo médico usado para descrever quando as pupilas de uma pessoa possuem tamanhos diferentes, onde uma fica uma mais dilatada que a outra.
A diferença do tamanho das pupilas pode acontecer devido a condições fisiológicas normais. No entanto, situações como enxaqueca, inflamação grave no olho, alguns remédios e a traumatismo craniano, por exemplo, também podem provocar a anisocoria.
Assim, na presença de anisocoria é importante consultar o oftalmologista, para investigar a possível causa e, assim, avaliar a necessidade de fazer o tratamento, que pode incluir o uso de colírios, óculos de grau ou cirurgia, por exemplo.

Principais causas de anisocoria
As principais causas de anisocoria são:
1. Anisocoria fisiológica
A anisocoria fisiológica é a causa mais comum desta condição. Nesses casos, a diferença de tamanho entre as pupilas é pequena, geralmente inferior a 1 mm e igual tanto no claro quanto no escuro.
Essa condição geralmente é uma variação anatômica benigna ou de origem genética, sem estar associada a doenças.
O que fazer: se houver a confirmação de anisocoria fisiológica, não é necessário fazer nenhum tratamento, pois não afeta a saúde e a qualidade da visão.
Entretanto, é indicado consultar o médico se houver mudança repentina no tamanho das pupilas ou se a diferença for acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor nos olhos, visão dupla, perda de visão, sensibilidade à luz ou queda das pálpebras.
2. Enxaqueca
Em muitos casos de enxaqueca, essa dor pode afetar os olhos, o que pode provocar não só a queda de uma das pálpebras, mas também a dilatação de uma das pupilas e a anisocoria.
A enxaqueca também pode causar outros sintomas, como dor de cabeça muito intensa especialmente de um lado da cabeça, visão embaçada, sensibilidade à luz, dificuldade de concentração ou sensibilidade a ruídos.
O que fazer: é indicado consultar o clínico geral ou oftalmologista. Caso seja confirmada a enxaqueca, o médico pode recomendar o repouso em um local escuro e com poucos estímulos, para evitar estímulos externos.
No entanto, o médico também pode indicar o uso de alguns remédios, como paracetamol, ibuprofeno, zolmitriptana e metoclopramida, por exemplo.
3. Traumatismo craniano
Uma pancada forte na cabeça, devido a um acidente de trânsito ou um esporte de alto impacto, por exemplo, pode causar traumatismo craniano, levar a uma hemorragia no cérebro e provocar a anisocoria.
Isso porque a hemorragia aumenta a pressão intracraniana ou causa lesões que afetam nervos importantes, como o nervo oculomotor, que é o responsável por enviar sinais para a pupila contrair.
O que fazer: em casos de suspeita de traumatismo craniano, deve-se chamar imediatamente ajuda médica e evitar movimentar o pescoço, pois também podem existir lesões na coluna vertebral.
O tratamento varia conforme a gravidade, onde o médico pode indicar o uso de remédios para dor e realizar a sutura e/ou curativos de feridas.
Já nos casos de traumatismo moderado ou grave, o médico pode indicar a cirurgia para aliviar a pressão na cabeça e controlar sangramentos.
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4. Medicamentos e outras substâncias
O uso de alguns medicamentos, como atropina, homatropina, ciclopentolato e tropicamida, adrenalina e fenilefrina, podem causar anisocoria.
Além disso, o uso de outras substâncias, como opioides, clonidina e o contato com inseticidas organofosforados ou algumas plantas, como trombeta-de-anjo, também pode alterar de forma desigual o tamanho das pupilas.
O que fazer: em caso de envenenamento por substâncias ou reações após uso de drogas, é recomendado procurar atendimento médico imediatamente ou ligar para o 192 e solicitar atendimento.
Se a anisocoria for causada pelo uso de medicamentos, deve-se consultar o médico para avaliar a troca ou a suspensão dos remédios.
5. Meningite
Embora seja pouco comum, a meningite pode levar a anisocoria, devido ao aumento da pressão intracraniana, como em casos de hidrocefalia e edema cerebral, por exemplo.
A meningite também pode causar paralisia do terceiro nervo craniano através da inflamação dos nervos cranianos e trombose do seio cavernoso.
O que fazer: em caso de sintomas indicativos de meningite, é importante ir ao hospital imediatamente, para que seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento o mais rápido possível.
Assim, conforme a causa da meningite, o médico poderá indicar o uso de antibióticos como a penicilina, antivirais, antiparasitários, antifúngicos, analgésicos e anti-inflamatórios.
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6. Inflamação grave no olho
A inflamação grave no olho, como uveíte ou irite, podem provocar danos mecânicos ou estruturais na íris, que é a parte colorida do olho, levando à anisocoria.
O que fazer: é aconselhado consultar o oftalmologista e, se for confirmado o diagnóstico, o médico pode indicar o uso de remédios como colírios corticoides, antibióticos ou antivirais.
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Além disso, a cirurgia também pode ser indicada pelo oftalmologista nos casos mais graves.
7. Paralisia do terceiro nervo craniano
Outra possível causa da anisocoria é a paralisia do terceiro nervo craniano, que leva a uma pupila grande que não diminui com a luz.
A pessoa com esta condição também pode apresentar pálpebra muito caída e visão dupla, ou estrabismo.
A paralisia do terceiro nervo craniano é uma condição que pode ser causada por traumas cranianos, tumores ou rompimento de um aneurisma cerebral, sendo, por isso, considerada uma emergência médica.
O que fazer: em casos de suspeita de paralisia do terceiro nervo craniano deve-se ir ou chamar imediatamente ajuda médica, para que seja feito o diagnóstico e indicado o tratamento adequado.
Conforme a causa dessa condição, o médico pode recomendar apenas o acompanhamento regular, ou ainda injeções de toxina botulínica e cirurgias.
8. Síndrome de Horner
A anisocoria pode ser causada pela síndrome de Horner, uma condição neurológica que acontece devido a uma lesão no sistema nervoso simpático, responsável por inervar os olhos e o rosto.
Essa síndrome pode ser causada por AVC, tumor de Pancoast, traumas, cirurgias na região do pescoço ou dissecção da artéria carótida interna, por exemplo.
A síndrome de Horner também pode causar queda da pálpebra superior e elevação da pálpebra inferior e a diminuição ou ausência total de suor no lado afetado do rosto ou do pescoço.
Leia também: Síndrome de Horner: o que é, sintomas, causas e tratamento
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O que fazer: é recomendado consultar o oftalmologista para avaliar a causa dessa condição e recomendar o tratamento adequado.
De acordo com a causa dessa síndrome, o médico poderá indicar o uso de remédios anticoagulantes ou a realização de cirurgia, sessões de quimioterapia ou radioterapia, por exemplo.
9. Pupila de Adie
A pupila de Adie é uma síndrome rara onde uma das pupilas reage de forma muito lenta ou fraca à luz.
Este tipo de anisocoria pode causar também dificuldade para enxergar de perto e diminuição dos reflexos dos tendões no corpo.
O que fazer: esta síndrome geralmente não necessita de um tratamento específico, pois é benigna e não provoca a incapacidade.
No entanto, para aliviar a dificuldade de focar a visão e enxergar, o oftalmologista pode aconselhar o uso de óculos com grau para.
O médico também pode indicar o uso de óculos de sol para proteger contra a luz do sol.
10. Glaucoma
O glaucoma é uma doença ocular que pode provocar o aumento da pressão no olho, o que pode levar à anisocoria.
Essa condição pode ser assintomática ou causar sintomas como dor, vermelhidão nos olhos, vista embaçada e sensibilidade à luz. Confira outros sintomas de glaucoma.
O que fazer: é importante que, em caso de suspeita de glaucoma, o oftalmologista seja consultado para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado para prevenir a perda da visão.
Assim, o tratamento indicado pelo médico pode incluir o uso de colírios, como tartarato de brimonidina, bimatoprosta e dorzolamida, ou a realização de uma cirurgia.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da anisocoria deve ser feito pelo oftalmologista, por meio de uma avaliação das pupilas com o objetivo de verificar como respondem à mudança de luz.
O médico também pode realizar testes com colírios e indicar a realização de outros exames, como radiografia, ressonância magnética, tonometria ou tomografia computadorizada.
Anisocoria é grave?
A anisocoria nem sempre é grave, sendo geralmente uma condição benigna e normal, não causando nenhum problema à saúde.
Entretanto, a anisocoria pode ser um sinal de uma condição grave com risco de vida, como aneurisma cerebral, AVC, tumor, hemorragia intracraniana, dissecção da artéria carótida interna ou meningite, por exemplo.
Por isso, se a pessoa também apresentar sintomas como dor nos olhos, dor de cabeça e rigidez no pescoço, perda repentina de visão, náuseas, vômitos, febre ou se sofreu trauma recente, deve-se chamar imediatamente o atendimento médico de urgência.
Fonte: Tua Saúde
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